quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Confira dicas de 11 dos maiores investidores de ações do mundo

 

 

1) Peter Lynch, consultor na Fidelity Investments

- Ações "quentes" podem subir rapidamente (...), mas uma vez que não há nada além de esperança e ar sustentando-as lá em cima, elas caem com a mesma velocidade. (Retirado do livro One up on Wall Street: how to use what you already know to make money in the market, de Peter Lynch e John Rothchild (editora Simon & Schuster, 2000)

- Independente do método que você usar para escolher ações, seu sucesso ou fracasso definitivos vão depender de sua habilidade para ignorar as preocupações do mundo por tempo suficiente para permitir que seus investimentos vinguem. Não é a cabeça, e sim o estômago, que determina o destino do investidor de ações. (Extraído do livro Beating the Street, de Peter Lynch e John Rothchild (editora Simon & Schuster, 2000)

 
2) Edward Lampert, presidente da Sears

- Antecipar-se é o segredo para investir e fazer negócios. Você não pode esperar uma oportunidade se tornar óbvia para o mercado para então investir nela. (Em entrevista à série "O melhor conselho que já recebi" da revista Fortune)

 
3) Warren Buffett, presidente da financeira Berkshire Hathaway

- Não é preciso fazer coisas extraordinárias para obter resultados extraordinários. Para realmente enriquecer, você não precisa tentar ficar rico da noite para o dia. (Retirado do livro The Tao of Warren Buffett: Warren Buffett's words of wisdom, de Mary Buffett e David Clark (editora Simon and Schuster, 2006)

- É preciso encarar as ações como pequenos pedaços de negócios. (Retirado de Warren Buffett speaks: wit and wisdom from the world's greatest investor, de Buffett e Janet Lowe (editora John Wiley and Sons, 2007)

- Veja a oscilação do mercado como um amigo, não um inimigo - lucre com essa loucura, ao invés de participar dela. (Retirado de Warren Buffett speaks: wit and wisdom from the world's greatest investor, de Buffett e Janet Lowe (editora John Wiley and Sons, 2007)

- Você deve investir assim como os católicos se casam - para toda a vida. (Retirado do livro The Tao of Warren Buffett: Warren Buffett's words of wisdom, de Mary Buffett e David Clark (editora Simon and Schuster, 2006)

 
4) Jack Bogle, fundador do Vanguard Group

- Marche no seu próprio ritmo, busque o ideal, concentre-se no objetivo que têm às mãos. (...) Se você tiver um grande palpite, faça-o. (Em entrevista ao The Philly Inquirer)

 
5) Carl Icahn, dono da Icahn Partners e de cassino em Las Vegas

- Eu ganho todos esses bilhões de dólares porque existem muitas empresas com problemas que podem ser facilmente resolvidos. (Em entrevista à coluna "Money Talks", de Steven Bertoni, na revistaForbes)

 
6) T. Boone Pickens, presidente da BP Capital Management

- Aprenda a analisar bem os riscos dos ativos e expectativa de ganhos, porque nada substitui uma boa investigação. (Retirado de seu site oficial)

- Mire os objetivos, não o tamanho da empresa. Você não consegue medir a capacidade de um lugar pelo seu tamanho, a não ser um estádio de futebol.(Retirado de seu site oficial)

 
7) Kirk Kerkorian, dono da Tracinda e MGM Mirage

- Sempre deixe portas abertas. É tolerável perder quase tudo o que você tem, contanto que consiga novamente arrecadar dinheiro para outro projeto.(Las Vegas Review-Journal)

 
8) Bill Miller, presidente da Legg Mason Capital Management

- Nos mercados, todos tendem a perceber as mesmas coisas, ler os mesmos jornais e consultar as mesmas fontes de informação. A única maneira de chegar a uma solução diferente é organizar dados de outra forma ou analisar fatos que não são geralmente analisados. (Retirado do site oficial de sua empresa)

 
9) George Soros, presidente da Soros Fund Management e do Open Society Institute

- O que importa não é se você está certo ou errado, mas sim quanto dinheiro você ganha quando está certo e quanto você perde quando está errado.(Trecho do livro Soros: the world's most influential investor, de Robert Slater (editora McGraw Hill, 2009)

- Eu cometo tantos erros quanto qualquer um. Mas acho que me destaco por reconhecer meus erros. E esse é o segredo do meu sucesso. (Do livro Soros: the world's most influential investor, de Robert Slater (editora McGraw Hill, 2009)

- Invista antes e investigue depois. (Do livro Soros: the world's most influential investor, de Robert Slater (editora McGraw Hill, 2009)

 
10) Donald Trump, investidor imobiliário, dono da Trump World Tower, em Nova York

- A experiência me ensinou algumas coisas. A primeira é seguir seu instinto, não importa o quanto algum projeto pareça excelente no papel. A segunda é que você será quase sempre melhor se ater-se ao que conhece. E a terceira é que, às vezes, seus melhores investimentos são aqueles que você não faz. (Entrevista à New York Magazine, em 1987)

 
11) Jim Rogers, criador do Quantum Fund, com George Soros

- Não comece a investir antes de poder afirmar com toda a certeza que você conhece mais a fundo essa empresa que 98% dos analistas de Wall Street. Acredite em mim, isso pode ser feito. Mas só com um esforço adicional. (Retirado do livro A gift to my children: a father's lessons for life and investing, de Jim Rogers)

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Composto descoberto pela Unesp de Araraquara, SP, pode tratar Alzheimer

Pesquisadores do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara (SP), montaram um banco de dados com informações sobre compostos químicos extraídos da biodiversidade brasileira. Um deles, que já está patenteado, poderá ser usado no tratamento do mal de Alzheimer.

A descoberta, uma das mais importantes, nasceu da árvore Senna Spectablis, popularmente conhecida como Cássia do Nordeste. Os pesquisadores verificaram que ela tem substâncias que podem ajudar no tratamento da doença de Alzheimer. “Isso porque ela atua no sistema nervoso central e, assim, diminui os sintomas típicos da doença”, destacou a pesquisadora Vanderlan da Silva Bolzani.

O medicamento pode ser uma esperança para tantas famílias como a da aposentada Valderes Pedro Gomido, que descobriu a doença há quatro anos. Desde então, além dos remédios, ela faz atividades em grupo. “A gente vai ao cinema em todo lugar, mas sozinha eu não faço mais”, contou.

São as filhas que se revezam para cuidar da mãe. Elas usam uma lousa para anotar as tarefas e nunca deixam a idosa sozinha. “Agora inverteu um pouco, a gente que tem que ter cuidado com quem ligou, porque que ligou. A gente tem que ver do que ela precisa, ao invés dela cuidar da gente, é a gente que tem que cuidar dela”, disse a terapeuta ocupacional Sylvia Regina Gomide.

Efeitos medicinais
Durante a pesquisa, várias plantas revelaram efeitos medicinais. Uma erva conhecida como guaçatonga, por exemplo, é muito usada pela população para fazer chás para quem tem úlcera de estômago, mas os pesquisadores identificaram substâncias que podem ajudar ainda no desenvolvimento de remédios contra o câncer.

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Para chegar até esses novos princípios ativos é preciso colher amostras de uma mesma espécie em épocas e lugares diferentes. “Dependendo das condições do solo e de luz, ela vai produzir essas substâncias de maneira diferente”, explicou o pesquisador da Unesp Ian Castro-Gamboa.

Banco de dados
Durante 15 anos de estudos, os pesquisadores identificaram 640 substâncias de mais de 220 plantas da mata atlântica e do cerrado. Agora, todas essas informações estão disponíveis no site www.nubbe.iq.unesp.br para quem quiser acessar de qualquer lugar do mundo.

No site, é possível estudar as substâncias identificadas pelos pesquisadores, quais aplicações elas podem ter e de que plantas foram extraídas. “Essas informações já estavam disponíveis nas revistas cientificas, mas era muito importante criar um banco de dados para agilizar e facilitar o acesso de outros pesquisadores”, finalizou a pesquisadora Marília Valli.

Laboratório da Unesp de Araraquara tem banco de dados de plantas medicinais (Foto: Reprodução/EPTV)

Laboratório da Unesp de Araraquara tem banco de dados de plantas medicinais (Foto: Reprodução/EPTV)

http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2012/11/composto-descoberto-pela-unesp-de-araraquara-sp-pode-tratar-alzheimer.html

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Dilma diz que Brasil não tem pretensão de dar 'receita' à Espanha

A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (19),  após a primeira sessão plenária da Cúpula Ibero-Americana em Madrid, que o Brasil não quer dar “receita" [contra crise econômica] para a Espanha.

“Não tenho pretensão de dar receita para a Espanha. Estou falando a respeito do que deve ser uma atitude perante a crise a partir da experiência do meu país. Só conseguimos de fato sair de uma situação de crise quando fizemos controle dos gastos públicos com crescimento. Quando apostamos no nosso mercado interno e desenvolvemos uma política de exportações”, afirmou.

Dilma participou do encontro bilateral com o presidente de governo espanhol, Mariano Rajoy. Após a reunião, a presidente e Rajoy deram entrevista coletiva. Dilma Rousseff voltou a  defender a conciliação entre medidas de equílibrio de gastos governamentais com desenvolvimento econômico para solucionar a crise financeira global.

"Eu considero que a combinação de austeridade e crescimento é a melhor maneira para superar os desafios colocados por uma crise. Até porque temos uma experiência de que o baixo crescimento, em vez de diminuir o déficit, o déficit faz apenas aumentar. Entendemos que o equilíbrio fiscal e crescimento são absolutamente compatíveis", disse a presidente.

DIlma Rousseff chega para reunião com Mariano Rajoy, presidente do governo Espanha, no Palácio de Moncloa, em Madri. (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

DIlma Rousseff chega para reunião com Mariano Rajoy, presidente do governo Espanha, no Palácio de Moncloa, em Madri. (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

Dilma também defendeu a manutenção do euro como fundamental para a economia global. "O euro é uma grande conquista de um conjunto de homens e mulheres que tiraram das cinzas da 2ª Guerra, juntamente com a União Europeia, o euro. Esse produto não pode desaparecer. Tem uma questão política central, a firmação da importância do euro para a União Europeia e para o mundo. A especulação contra o euro tem que ser combatida", disse a presidente.

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De acordo com Dilma, além da conversa sobre a crise internacional, estiveram na pauta questões sobre parcerias estratégicas entre Espanha e Brasil."O presidente e e eu discutimos também parcerias em todas as áreas estatégicas. A presença de investidores espanhóis nas áreas de ferrovias, rodovias, portos e aeroportos é para nós uma excelente contribuição estratégica", afirmou Dilma.

http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/11/dilma-diz-que-brasil-nao-tem-pretensao-de-dar-receita-espanha.html

domingo, 18 de novembro de 2012

Facebook te deixa mais gordo, pobre e malvado, diz estudo

 

Um estudo resolveu mostrar toda a verdade por trás das fotos de gente rica, magra e boazinha postadas no Facebook.

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De acordo com um estudo da Universidade de Colúmbia e de Pittsburgh, a imagem positiva que surge a partir da página faz com que o autocontrole das pessoas diminua.

Uma das consequências mais fáceis de perceber é a agressividade.

"Quando você se sente bem consigo mesmo, você se sente no direito de fazer as coisas. E você quer proteger aquela imagem melhorada, o que faz com que as pessoas reajam tão fortemente àquelas que não concordam com suas opiniões", disse Keith Wilcox, um dos autores do estudo, ao "Wall Street Journal".

Andrea Michele Piacquadio/Shutterstock

Facebook te deixa mais gordo, pobre e malvado, diz estudo

Facebook te deixa mais gordo, pobre e malvado, diz estudo

O estudo foi dividido em cinco partes e contou com 541 participantes e, também, chegou a desagradável conclusão que os usuários do "face" ficam mais gordas e pobres.

Aqueles que passam mais tempo on-line e tinham muitos amigos na rede social tinham mais tendências de comer besteira e ter mais gordura no corpo, assim como mais dívidas no cartão de crédito.

Outra parte do estudo mostrou que aqueles que passavam cinco minutos no Facebook, ficavam mais inclinados a comer biscoito do que uma barra de cereal.

Além disso, os internautas mostravam mais preguiça na hora de resolver problemas matemáticos e desistiam mais facilmente.

O porta-voz do Facebook não quis comentar o assunto ao "WSJ".

http://f5.folha.uol.com.br/humanos/1181111-facebook-te-deixa-mais-gordo-pobre-e-malvado-diz-estudo.shtml

sábado, 17 de novembro de 2012

Vai contratar empréstimo? Confira quanto você pagaria em cada banco

 

SÃO PAULO – A taxa média de juros do cheque especial caiu 0,08 ponto percentual em novembro, e as do empréstimo pessoal diminuíram 0,01 p.p., de acordo com pesquisa feita pela Fundação Procon de São Paulo e divulgada na última quarta-feira (14).

A taxa média dos bancos para o cheque especial foi de 7,92% ao mês, decréscimo em relação à medição anterior, de 8% ao mês. No caso do empréstimo pessoal, a taxa média dos bancos pesquisados ficou em 5,35%, percentual inferior aos 5,36% registrados em outubro.

Antes de contratar um empréstimo pessoal, o consumidor deve ficar atento e avaliar a real necessidade, os custos envolvidos e a capacidade de pagamento. A mesma atenção deve ser dada para o uso do limite do cheque especial, que deve ser destinado para situações emergenciais e de curto prazo.

Se contratar o crédito for realmente inevitável, o consumidor deve fazer uma pesquisa entre as instituições bancárias, pois as taxas variam de banco para banco.

O levantamento do Procon-SP foi realizado no dia 05 deste mês e envolveu Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander.

Comportamento por banco

Independentemente da queda na média mensal verificada nos produtos analisados, é importante saber que as taxas variam de banco para banco, o que faz com que o gasto com juros seja muito diferente, de acordo com a instituição onde o consumidor contrata o crédito.

Para se ter uma ideia da diferença, a menor taxa cobrada para a modalidade cheque especial é de 4,27% ao mês – percentual cobrado pela Caixa Econômica Federal. Para a mesma modalidade, a taxa chega a 9,87% no Santander - a maior verificada pelo Procon.

Na tabela abaixo, é possível traduzir em valores quanto essa diferença representa. Para o cálculo, foi considerado que o cliente utilizou o limite de R$ 950 de sua conta-corrente pelo período de um mês:

Cheque especial por 1 mês *

Banco
Taxa mensal
(média/novembro) 
Gasto total

Santander
9,87%
R$ 1.043,77

HSBC
9,82%
R$ 1.043,29

Bradesco
8,76%
R$ 1.033,22

Itaú
8,75%
R$ 1.033,13

Safra
8,25%
R$ 1.028,38

Banco do Brasil
5,70%
R$ 1.004,15

Caixa Econômica Federal
4,27%
R$ 990,57

Já quando se toma um empréstimo pessoal, a menor taxa também pode ser encontrada na Caixa Econômica Federal (3,88% ao mês). No Itaú é encontrada a maior taxa média para essa modalidade de crédito (6,56% a.m.). O cálculo a seguir mostra quanto custa emprestar R$ 1,5 mil para pagamento ao longo de 12 meses, assim como a variação do custo do dinheiro de banco para banco:

Empréstimo pessoal em 12 meses *

Banco
Taxa mensal
(média/novembro) 
Gasto total

Itaú
6,56%
R$ 2.213,39

Bradesco
6,17%
R$ 2.167,04

Santander
5,91%
R$ 2.136,41

HSBC
5,77%
R$ 2.120,00

Safra
4,90%
R$ 2.019,42

Banco do Brasil
4,27%
R$ 1.948,11

Caixa Econômica Federal
3,88%
R$ 1.904,61

*Valor contratado: R$ 1,5 mil. Pagamento durante 12 meses
Compilação: InfoMoney (os dados não levam em consideração outros encargos, como IOF - Impostos sobre Operações Financeiras)

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/infomoney/

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Comércio apoia nova nota fiscal, mas questiona custo e complexidade

A nova nota fiscal, com o detalhamento do valor de impostos, conforme projeto de lei aprovado na Câmara, garante maior transparência, mas ainda não há consenso sobre a viabilidade do projeto, devido, principalmente, à complexidade do sistema tributário brasileiro, e também aos custos que a mudança pode significar para o empresário, segundo representantes do varejo e especialistas consultados pelo G1.

Na noite de terça-feira (13), a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga que as notas fiscais informem o valor de impostos embutidos nos produtos ou serviços adquiridos pelo consumidor. De iniciativa popular e apresentada inicialmente no Senado, o projeto precisa agora ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff.

“A ideia é excepcional. Isso geraria transparência e somos plenamente favoráveis ao intuito da lei. (...) O problema todo está na complexidade do sistema tributário brasileiro, que foi projetado para esconder os tributos e permitir, inclusive, que haja bitributação”, diz Roque Pellizzaro Júnior, presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). “Vejo dificuldades na implantação.”

Em entrevista nesta quarta-feira (14), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que é favorável ao projeto de lei, mas prevê "dificuldades operacionais" para implantar as mudanças.

O presidente da CNDL destaca que o regime tributário varia muito, dependendo do tamanho da empresa, do tipo de produto. “Se sou microempresa, tenho um tipo de tributação; pelo lucro real, outro tipo de tributação; pelo presumível é outro ainda. (...) Cide vai discriminar quem é posto de combustível; PIS/Cofins, quem está no Simples, não vai aparecer, mas quando compro um produto, ele tem PIS/Cofins embutido”, explica. “Posso afirmar que é praticamente impossível que coloque um número preciso do tributo. Pode ser que se consiga um valor aproximado.”

Modelo para nova nota fiscal elaborado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) (Foto: Editoria de Arte/G1)

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) faz menos ressalvas em relação ao projeto de lei. A entidade acredita, por exemplo, que o prazo de seis meses para que os estabelecimentos se adaptem, após sanção da Presidência, seria mais que suficiente. A ACSP já formulou, inclusive, um modelo sugerido de nota fiscal com o campo dos impostos discriminados (veja acima).

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Rogério Amato, presidente da ACSP, diz que a aprovação do projeto de lei veio depois de uma espera de 2.365 dias e afirma que saber quanto está sendo pago de imposto é um direito de todo cidadão, previsto na Constituição. “Mas nosso manicômio tributário é tão absurdo que ninguém sabe o que está pagando”, critica.

Ele destaca que a entidade não é contra o pagamento de impostos. “Somos a favor, mas nós queremos saber o quanto estamos pagando e para onde está indo isso”, diz.
Custos da mudança
Outro ponto de questionamento é em relação aos custos desta mudança. “Em relação ao varejo, a imensa maioria é de PMEs [pequenas e médias empresas] e isso vai significar um custo a mais. O prazo de seis meses é muito curto, não vão conseguir se adaptar”, argumenta Pellizzaro Júnior, da CNDL.

   CARGA TRIBUTÁRIA NO BRASIL

Produto
Tributos

Arroz
17,24%

Feijão
17,24%

Leite
18,65%

Moto (até 125 cc)
46,81%

Gasolina
53,03%

Álcool (combustível)
25,86%

Geladeira
36,98%

Fogão 4 bocas
27,28%

Telefone celular
39,80%

Serviço de TV por assinatura
46,12%

Universidade (mensalidade)
26,32%

Academia
26,86%

Fonte: IBPT
Atualizada em setembro de 2012

Claudio Felisoni de Angelo, presidente do conselho do Programa de Administração de Varejo (Provar/Ibevar) da Fundação Instituto de Administração (FIA), também avalia que a implementação do projeto pode resultar em custos para as empresas. “Haverá mudanças operacionais que vão impactar no curto prazo, mas acho que os benefícios superam em larga monta esses custos”, opina.

Para a ACSP, entretanto, a mudança não acarretará em aumento de gastos para as empresas. “Posso afirmar categoricamente que não vai haver nenhum custo adicional. Já existe um software, desenvolvido pelo IBPT [Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário], que está lendo os nove impostos”, diz Amato. “Se tivéssemos que pagar alguma coisa, ainda assim, valeria muito a pena”.
Nove impostos
Gilberto Luiz do Amaral, presidente do conselho superior e coordenador de estudos do IBPT, informa que, desde outubro do ano passado, a entidade mantém no ar o site “Lupa no Imposto”, em que qualquer pessoa pode consultar a carga tributária incidente nos produtos. Ele afirma, entretanto, que será preciso fazer adaptações, dependendo do que for ou não sancionado.

“Criamos o ‘Lupa no Imposto’ já prevendo a aprovação da lei. Agora vamos nos adequar de acordo com os critérios estabelecidos pela lei. Trata-se de um software que está apresentado hoje num site e que será disponibilizado para que as empresas se conectem a ele via web service e que possam ter essas questões (nota fiscal e painéis informativos), sem custo nenhum. Este é um serviço que será disponibilizado pelo IBPT, em conjunto com a Associação Comercial”, explica.

O sistema já está lendo os impostos exigidos no projeto de lei, ou seja, ICMS, ISS, IPI, IOF, IR, CSLL, PIS/Pasep, Cofins e Cide. Vale lembrar que os impostos variam dependendo do tipo de produto ou serviço, do Estado da federação, se é indústria ou comércio, se está comercializando para a cadeia produtiva ou varejo, etc. “Vivemos num país que tem o sistema tributário mais complexo do mundo, não é simples”, admite Amaral.

Nosso manicômio tributário é tão absurdo que ninguém sabe o que está pagando”,

Rogério Amato, presidente da ACSP

Para ele, o projeto não implica em aumento da burocracia. “O empresário precisa deixar de ser cabeça dura, porque ali vai estar demonstrado que grande parte do preço que ele cobra do consumidor é de imposto”, afirma.

Vantagens para a população
Felisoni argumenta que o projeto de lei é uma “questão política de conscientização da população”. “O peso do governo é absurdo. (...) O governo é um prestador de serviços com base naquele valor que está sendo recolhido em determinado produto que eu compro”, diz.

“As pessoas precisam tomar consciência e, a partir desta clarificação, perceber quem é o grande ‘sócio’. E começar a cobrar, de forma mais efetiva, o resultado deste valor que é pago. É muito fácil dizer ‘o preço é tanto’, mas têm 40%, 50% de imposto embutido. E esse dinheiro todo financia uma máquina que, nós sabemos, é muito ineficiente”, acrescenta.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) também vê vantagens na aprovação do projeto de lei, mas faz ressalvas. “Realmente estava na hora de a sociedade como um todo conhecer efetivamente o quanto paga-se de imposto no Brasil”, diz José Maria Chapina Alcazar, presidente do Conselho de Assuntos Tributários da entidade.

O receio, no entanto, é que a regulamentação da lei transfira o ônus da alteração para o empreendedor brasileiro. “Quem paga por toda alteração é sempre o contribuinte”, critica.

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As pessoas precisam tomar consciência e, a partir desta clarificação, perceber quem é o grande ‘sócio’. E começar a cobrar, de forma mais efetiva, o resultado deste valor que é pago"

Claudio Felisoni de Angelo, da Fundação Instituto de Administração (FIA)

Ele lembra que a mudança exigiria que as empresas reestruturassem seus sistemas de controle. “Os empresários precisariam ser incentivados com recursos de crédito tributário, porque senão vai acabar pagando essa com certeza e a formalidade vai ser prejudicada mais uma vez no nosso país. Isso vai aumentando o Custo Brasil”, diz. Para Alcazar o mais importante seria reformular o sistema tributário do país.

Cidadania fiscal
Do ponto de vista do consumidor, a aprovação foi recebida com entusiasmo. Para Paulo Arthur Góes, diretor-executivo da Fundação Procon-SP, a transparência é importante. “Isso aqui é nada mais que cumprir aquilo que está na Constituição, a educação do cidadão para as questões tributárias. Estamos falando de cidadania fiscal”, argumenta.

Conhecer o que está sendo pago é dar ao cidadão a chance de ele se “empoderar”, defende. “Você só é capaz de cobrar aquilo que tem conhecimento. A partir do momento que você consegue entender, discernir, pode exigir a contrapartida”, diz.

“Assim como no caso da nota paulista, tem tudo para tornar mais consciente o consumidor daquilo que ele paga, o valor efetivo da mercadoria, inclusive para poder participar cada vez mais do processo da democracia. Ele é protagonista deste processo, e não um mero telespectador”, acrescenta Góes.

Mas ele também reconhece que "a viabilização prática deste projeto é muito difícil, dada a complexidade do nosso sistema tributário atual”.

http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/11/comercio-apoia-nova-nota-fiscal-mas-questiona-custo-e-complexidade.html

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Pessoa com gasto fixo alto tem mais propensão à inadimplência, diz CNDL

 

Estudo divulgado pela CNDL traça perfil dos trabalhadores inadimplentes.
Mulher é mais inadimplente por ganhar salário menor que homens.

As mulheres com idade entre 35 e 49 anos, renda familiar entre R$ 1.376 e R$ 2,2 mil, tempo no emprego inferior a cinco anos, que planejam menos as compras, fazem pouca pesquisa de preços e que moram de aluguel são o perfil da maior parte dos trabalhadores inadimplentes do país, aponta pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL)/SPC Brasil divulgada nesta quarta-feira (31).

O inadimplente presta atenção se a prestação de uma nova compra, como um carro, por exemplo, cabe no orçamento, mas não leva em conta outros gastos"

Ana Paula Bastos, economista

O estudo, que leva em conta as dívidas com mais de 90 dias em atraso, foi realizado com 1.277 pessoas de todas as capitais brasileiras, em outubro deste ano.

"A classe que está emergindo, que está entrando no mercado de trabalho, entrando em universidades, e, com isso, tendo acesso a bens que não teria, está mais inadimplente. Está tendo acesso a crédito que, antes, não tinha. Eles não têm educação financeira, não sabem planejar", avaliou a economista da SPC Brasil, Ana Paula Bastos.

Gastos fixos elevados
A CNDL avaliou que as pessoas que têm gastos fixos elevados, como aluguel, pensão alimentícia, e financiamento de carro, estão mais propensas a se tornarem consumidores inadimplentes.

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"O inadimplente presta atenção se a prestação de uma nova compra, como um carro, por exemplo, cabe no orçamento. Mas não leva em conta outros gastos. Não está lembrando se tem contas parceladas no cartão de crédito. A renda está muito mais comprometida no caso do inadimplente", explicou a economista Ana Paula Bastos.

Por outro lado, os dados da pesquisa da CNDL/SPC Brasil mostram que o o trabalhador mais velho [acima de 49 anos], que tem estabilidade no emprego e faz planejamento financeiro, costuma manter mais as contas em dia. 

Mulheres mais inadimplentes
De acordo com a economista da SPC Brasil, Ana Paula Bastos, as mulheres são a maior parcela de inadimplentes pelo fato de ganharem salário menor do que os homens, e, ao mesmo tempo, estarem assumindo mais compromissos financeiros.

Aluguel
Os dados do estudo, segundo a CNDL, também mostram que 12% dos entrevistados, com as contas em dia, pagam aluguel. O número de pessoas que moram em casas alugadas, que estão inadimplentes, entretanto, é três vezes maior: 33%. "Esse é o trabalhador da classe D, que está emergindo para a classe C, e quer comprar a casa própria. Mas ainda moram de aluguel", explicou Ana Paula Bastos.

http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2012/10/pessoa-com-gasto-fixo-alto-tem-mais-propensao-inadimplencia-diz-cndl.html

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Estados pedem compensações para queda nas receitas da conta de luz

 

MP do governo federal determinou redução nas tarifas de energia elétrica.
Diminuição dos encargos da luz levará à baixa na arrecadação com ICMS.

Representantes dos governos de Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro e São Paulo pediram nesta terça-feira (13) ao Congresso medidas para compensar as futuras perdas de receita dos estados com a redução dos encargos da conta de luz determinada pelo governo federal por meio de medida provisória.

A redução no valor da energia diminuirá a base de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre a prestação de serviço elétrico.

Arte preço da energia e redução dos encargos setoriais (Foto: Editoria de arte/G1)

Segundo cálculo do secretário de Energia paulista, José Aníbal, o prejuízo anual das unidades da federação com a redução do custo da eletricidade será de cerca de R$ 5,5 bilhões. Somente em São Paulo, diz o secretário, as perdas alcançariam R$ 1,2 bilhão por ano.

“Você não pode em uma decisão tão importante como essa [redução das tarifas de energia elétrica] ter prescindido de ouvir quem quer que seja, não ter feito nenhuma audiência pública e ter feito por meio de MP. E agora tudo o que o governo diz é que não vai mudar nada. Ponto. Quem quiser é assim. Que história é essa? Se for uma política de goela abaixo, não vai dar certo”, criticou Aníbal ao final da audiência pública que discutiu no Senado, na tarde desta terça, o conteúdo da MP.

Em setembro, a presidente Dilma Rousseff anunciou que, a partir de 2013, a conta de energia elétrica terá redução média de 16,2% para o consumidor doméstico e de até 28% para a indústria.

Um dos pontos de que trata o texto da medida provisória publicada pela Presidência, que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso, é a renovação, por até 30 anos, de concessões – usinas hidrelétricas e termelétricas, transmissoras e distribuidoras de energia – que vencem entre 2015 e 2017. A renovação, contudo, depende de o concessionário aceitar condições impostas pelo governo que deverão resultar em barateamento da conta de energia.

O governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB) disse aos deputados e senadores da comissão mista criada para analisar o teor da MP que as novas regras irão impor perdas expressivas para os cofres públicos mineiros. De acordo com Anastasia, o impacto anual ao tesouro de Minas será de R$ 500 milhões.

“Todos nós somos favoráveis à redução da tarifa, que é positiva para a nação como um todo. Mas todas essas preocupações [queda na arrecadação] têm de ser levadas em consideração como foi manifestado pela maioria dos estados presentes [à audiência pública]”, destacou.

O governante mineiro também solicitou aos parlamentares mais tempo para as concessionárias de energia elétrica analisarem os termos da MP que determinou a redução de encargos na conta de luz. A proposta enviada pelo Planalto ao parlamento determina que as empresas de energia renovem os contratos de concessão até o dia 4 de dezembro, mesmo que o texto ainda não tenha sido aprovado pelo Legislativo.

Vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão afirmou na audiência que o governo estadual não é contra a redução das tarifas elétricas para o consumidor doméstico e para a indústria. Ele, no entanto, disse que a União terá de encontrar uma solução para minimizar a queda de receita dos estados. Nas contas do governo fluminense, a perda de ICMS do estado alcançaria cerca de R$ 468 milhões por ano, caso a medida seja aprovada pelo Congresso.

“De uma hora para outra, perder quase R$ 500 milhões é muito dinheiro em um estado que fez um ajuste fiscal grande. É uma perda significativa para a nossa arrecadação”, afirmou Pezão.

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Líder da bancada do PT na Câmara e presidente da comissão mista que está analisando a MP nº 579, o deputado Jilmar Tatto (SP) disse que, diante da “chiadeira” dos governadores, ele defende que a proposta do Planalto seja votada somente em 2013.

Na avaliação do parlamentar petista, o adiamento da análise da MP garantiria que fossem buscadas alternativas para minimizar os prejuízos estaduais. Ele assegura que votar a medida provisória no próximo ano não traria nenhum prejuízo ao governo e aos consumidores.

“Considero uma reivindicação justa dos governadores, porque é impacto grande na redução de ICMS. Isso acaba fazendo com que eles tenham dificuldades de fechar as contas. A grita é grande”, avaliou Tatto.

Em contraste com a posição do líder do PT, o relator da proposta no Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), defendeu que a MP seja votada na comissão até o final de novembro. O peemedebista afirmou que nesta quarta (14), com o encerramento das audiências públicas em torno do tema, ele já irá se debruçar sobre o relatório final da proposta governista.

“Acho que vamos chegar a bom termo. O propósito de todos é baixar as tarifas de energia. A economia precisa muito disso. Vamos aprimorar a MP sem feri-la de morte, sem mexer exatamente no custo da energia”, disse Calheiros.

Calheiros também afirmou que não é possível atender ao apelo dos governadores de estender o prazo para que as empresas de energia optem por renovar as concessões por mais três décadas ou cumpri-los até o final dos contratos, entre 2015 e 2017.

Conforme o senador, como a data de 4 de dezembro foi estabelecida no texto da medida provisória, não é possível alterá-la no Legislativo. “Essa decisão foi tomada lá atrás, pela constituinte, quando disse que ela tem força de lei. Não dá para corrigi-la agora”, observou.
http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/11/estados-pedem-compensacoes-para-queda-nas-receitas-da-conta-de-luz.html

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Cientistas decifram DNA de espécie de camelo ameaçado de extinção

 

Pesquisa quer saber como animal sobrevive a temperaturas extremas.
Estudo foi publicado na revista científica 'Nature Communications'.

Uma equipe de cientistas chineses anunciou nesta terça-feira (13) ter decifrado o DNA do camelo-bactriano (Camelus bactrianus), considerado passo fundamental para conhecer o metabolismo deste animal emblemático dos desertos da Mongólia e que corre risco de desaparecer da natureza.

O estudo, publicado na revista "Nature Communications", foi feito por geneticistas da Universidade de Jiatong, em Xangai. Eles analisaram o genoma dos camelos-bactrianos e viram que esses animais possuem 28.821 codificados, sendo que 2.730 desses genes evoluem mais rapidamente se comparado ao de outros animais ruminantes.

Para se adaptar às condições do Deserto de Gobi, que encobre parte da China e da Mongólia e registra temperaturas extremas, o camelo-bactriano desenvolveu a capacidade de sobreviver muito mais tempo sem comida e água, armazenando gordura em seu abdômen e nas duas corcovas.

Exemplares de camelo-bactriano são vistos na cidade de Khanbogd, na Mongólia (Foto: Mark Ralston/AFP)

Exemplares de camelo-bactriano são vistos na cidade de Khanbogd, na Mongólia (Foto: Mark Ralston/AFP)

Organismo resistente
O organismo desta espécie é capaz de suportar uma temperatura interna que oscila entre 34 ºC e 41 °C ao longo do dia, seu nível de açúcar no sangue é duas vezes mais elevado que nos demais ruminantes e ele pode consumir oito vezes mais sal, sem sofrer de diabetes ou hipertensão.

Os geneticistas descobriram no DNA do camelo numerosos genes envolvidos nos mecanismos do diabetes tipo 2 e da insulina. Também encontraram onze cópias do gene CYP2J, relacionado à tensão arterial e a uma alimentação muito salgada. O cavalo e o homem têm apenas um exemplar deste gene.

Os pesquisadores também identificaram neste animal uma série de genes que poderão explicar a presença de anticorpos de alta eficiência: uma forma de imunoglobulina, menor e mais estável, que apenas os camelídeos possuem.

http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/11/cientistas-decifram-dna-de-especie-de-camelo-ameacado-de-extincao.html

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Mercado financeiro já não acredita mais em alta dos juros em 2013

 

Analistas veem juros estáveis em 7,25% ao ano até o fim do ano que vem.
Após recuo, expectativa de inflação do mercado para 2012 voltou a crescer.

Os economistas do mercado financeiro deixaram de acreditar, na semana passada, que a taxa básica de juros da economia brasileira será elevada em 2013, informou o Banco Central nesta segunda-feira (12), por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. O documento é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

A previsão do mercado é de que os juros permaneçam no atual patamar de 7,25% ao ano (mínima histórica) até janeiro de 2014, quando avançariam para 7,75% ao ano. Em março de 2014, os juros subiriam para 8% ao ano e, em abril daquele ano, para 8,25% ao ano, preveem os analistas dos bancos.

A estimativa do mercado financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, por sua vez, permaneceu estável em 1,54% na última semana.

A expectativa anterior do mercado financeiro, coletada na semana retrasada, era de que os juros voltariam a subir em outubro do ano que vem - quando a taxa avançaria para 7,5% ao ano. Em 5 de outubro deste ano, há pouco mais de um mês atrás, a previsão da maior parte dos analistas dos bancos era de que os juros básicos da economia retomariam uma trajetória de crescimento a partir de janeiro do ano que vem, quando subiriam para 7,5% ao ano.

Mudança na percepção do mercado
A mudança na percepção do mercado financeiro sobre o início do ciclo de alta dos juros aconteceu após o BC ter baixado os juros para 7,25% ao ano neste mês, quando parte do mercado acreditava em manutenção da taxa , e ter informado que os juros deveriam permanecer estáveis por um "período suficientemente prolongado" de tempo. A ata do Copom informou, em outubro, que o corte de juros do início deste mês deveria ser o "último".

Pelo sistema de metas que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para 2012, 2013 e 2014, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. 

Em 2011, o IPCA ficou em 6,50% - no teto do sistema de metas do governo brasileiro. Para este ano, a previsão dos economistas é de que a inflação some 5,45%, novamente acima da meta central de 4,5%. O BC informou recentemente, porém, que o crescimento da inflação neste ano está relacionado com a alta das "commodities" (preços de produtos básicos com cotação internacional, como minério de ferro, alimentos e petróleo, por exemplo) e que, por isso, estaria buscando convergência da inflação para a meta "de forma não linear" (em anos subsequentes, e não em 2012).

Inflação
Para a inflação, a expectativa do mercado financeiro, coletada na pesquisa Focus da última semana, divulgada nesta segunda-feira pelo BC, passou de 5,44% para 5,46% para 2012.Na semana anterior, havia registrado a primeira queda em 16 semanas. Para 2013, a estimativa dos analistas dos bancos para a inflação permaneceu estável em 5,40%.

Crescimento do PIB
A estimativa do mercado financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, por sua vez, permaneceu estável em 1,54% na última semana. Para 2013, a previsão dos analistas do mercado permaneceu em 4% de expansão.

Se confirmado, o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano será o pior desde 2009, quando o país sentia os efeitos da primeira etapa da crise financeira internacional. Naquela ocasião, o PIB registrou retração de 0,3%.

Para a produção industrial, entretanto, a estimativa de crescimento, dos analistas dos bancos, recuou em 2012. Neste ano, a previsão de queda passou de 2,31% para 2,32%. Já em 2013, a expectativa de crescimento recuou de 4,15% para 4,10%.

Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2012 permaneceu em R$ 2,02 por dólar. Para o fechamento de 2013, a estimativa ficou inalterada em R$ 2,01 por dólar.

A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2012 subiu de US$ 18,20 bilhões para US$ 18,90 bilhões na semana passada. Para 2013, a previsão do mercado para o saldo positivo da balança comercial brasileira avançou de US$ 15 bilhões para US$ 15,43 bilhões.

Para 2012, a projeção de entrada de investimentos no Brasil ficou inalterada em US$ 60 bilhões. Para 2013, a estimativa dos analistas para o aporte de investimentos estrangeiros permaneceu estável também em US$ 60 bilhões na última semana.

http://g1.globo.com/economia/mercados/noticia/2012/11/mercado-financeiro-ja-nao-acredita-mais-em-alta-dos-juros-em-2013.html