Compareçam, vamos ouvir a todos os envolvidos para tirarmos as nossas conclusões. A política bem feita, às claras e consciente, é muito bonita de se ver!
Compareçam, vamos ouvir a todos os envolvidos para tirarmos as nossas conclusões. A política bem feita, às claras e consciente, é muito bonita de se ver!
As empresas precisam compreender que práticas sustentáveis também podem ser lucrativas, ajudam aumentar a competitividade, além de contribuírem para a saúde do planeta. Essa será a premissa do Sebrae, serviço de apoio à empresa, no evento Rio+20, conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, que começa hoje no Rio.
“Os objetivos de toda empresa são gerar lucro e permanecer no mercado. Se ela consome muita energia e água, por exemplo, tem custos altos, o que é uma desvantagem competitiva. Mas ao controlar o uso dos recursos, ela ao mesmo tempo melhora a gestão do negócio e contribui para o meio ambiente”, afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.
Para ajudar os empreendedores a adotar conceitos sustentáveis, o serviço montou o Espaço Sebrae de Educação, que funcionará no Parque do Flamengo (Aterro do Flamengo, perto do Museu da República). De 15 a 23 de junho, serão oferecidos cursos para micro e pequenos empresários, das 09h às 17h.
Os temas serão relacionados à sustentabilidade, como eficiência energética, redução de desperdício, política de resíduos sólidos, negócios verdes, práticas de negócios sustentáveis, entre outros. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas somente pelo hotsite do Sebrae na Rio+20.
No local, também haverá a Feira do Empreendedor, Feira do Empreendedor, de oportunidades de negócios verdes, e a Mostra Sebraetec, uma exposição de fornecedores de tecnologias verdes.
Médicos servidores federais em todo o país paralisam as atividades hoje (12) em protesto contra a Medida Provisória (MP) nº 568, de 2012, que trata da remuneração e da jornada de trabalho dos profissionais de saúde.
O texto prevê que os médicos que atualmente mantêm jornada de 20 horas semanais no serviço público, ao ingressar na carreira, tenham que cumprir 40 horas semanais e receber o mesmo valor. A categoria alega que a MP representa uma redução de 50% na remuneração.
Para a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), a medida provisória interfere na remuneração e desfigura a jornada de trabalho dos profissionais de saúde. A estimativa da entidade é que, em todo o país, 42 mil médicos ativos e inativos do Ministério da Saúde sejam atingidos pelas novas regras, além de 7 mil do Ministério da Educação.Também hoje, uma comissão mista do Congresso Nacional deve votar a admissibilidade da MP 568. O objetivo da categoria é, por meio da paralisação, pressionar o Parlamento e abrir caminho para a primeira greve geral de médicos servidores federais no país.
Os protestos, de acordo com a Fenam, serão organizados pelos sindicatos de cada região. Em São Paulo, por exemplo, serão soltos 5 mil balões pretos em sinal de luto contra o que a categoria considera uma tentativa de prejuízos aos atuais servidores e aos aposentados. Haverá ainda uma assembleia que pode deflagrar greve geral por tempo indeterminado dos médicos do serviço público federal do estado.
Na Paraíba, os médicos farão uma caminhada e um ato público contra a MP 568. Os profissionais vão percorrer o trajeto entre a sede Conselho Regional de Medicina (CRM-PB) e a Lagoa.
No Distrito Federal, durante a paralisação de 24 horas, haverá um ato público em frente ao Hospital Universitário de Brasília (HUB). O ponto de encontro será o estacionamento ao lado do alojamento da residência médica.
No Rio de Janeiro, está previsto ato público em frente ao Hospital Bom Sucesso, às 10h. No final do dia, às 20h, será feita uma assembleia geral para definir os rumos do movimento.
No Paraná, além da paralisação, os médicos devem fazer uma assembleia no Hospital de Clínicas. Eles sairão em passeata até a Praça Santos Andrade, onde será realizado um ato público em frente ao prédio histórico da Universidade Federal do Paraná.
Também estão previstas manifestações no Maranhão, em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul, em Sergipe, no Piauí, na Bahia, no Rio Grande do Norte, no Ceará, no Pará, no Amazonas, no Acre, em Mato Grosso do Sul e em Pernambuco.
http://www.bemparana.com.br/noticia/219379/medicos-fazem-paralisacao-nessa-ter-feira-em-todo-o-pais
Começa neste domingo (10) e termina no próximo dia 30 o prazo para que os partidos políticos realizem convenções a fim de decidir sobre a formação de coligações e para escolher os candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador nas eleições municipais de 2012.
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A resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que fixou o calendário para as eleições prevê ainda, a partir deste domingo, a proibição da transmissão em emissoras de rádio e televisão de programa apresentados por candidatos na eleição deste ano.
Também a partir deste domingo, passam a ter direito de resposta candidatos, partidos ou coligações alvos de calúnia, difamação ou injúria divulgadas por veículos de comunicação.
A propaganda gratuita dos partidos fica suspensa a partir do dia 1º, data em que também passa a ser proibida a propaganda política paga no rádio e na TV.
O período de propaganda eleitoral gratuita da campanha do primeiro turno no rádio e na televisão começa em 21 de agosto e vai até 4 de outubro.
O primeiro turno das eleições municipais está marcado para 7 de outubro. Nos municípios em que houver segundo turno, a eleição será em 28 de outubro.
Com quatro universidades no currículo, o britânico Mark Schwalbe diz que foi rejeitado em 200 vagas de trabalho por ser muito inteligente para as funções.
O desempregado de 52 anos contou que as empresas sempre afirmam que o seu currículo é muito bom e ele está extremamente qualificado para os trabalhos braçais a que se propõe, de acordo com o tabloide britânico “Daily Mail”. Uma de suas tentativas de trabalho foi na rede fast food McDonald’s.
Ele ficou tão descontente que chegou a escrever a David Cameron, primeiro-ministro do Reino Unido, e Nick Clegg, vice-primeiro-ministro, sobre a situação que o está tornando “miserável”.
“Se eu não consigo um emprego com as minhas qualificações não é de se admirar que outras pessoas permaneçam na fila de desemprego”, afirma Schwalbe.
Restaurante na Bahia foi construído de modo a aproveitar a luz natural. (Foto: Divulgação)
Os restos de alimentos são doados a um suinocultor da região, que os usa para alimentar os porcos. Os funcionários do Rei da Pizza foram treinados para evitar desperdício, gerando uma economia de matéria-prima de cerca de 30%, de acordo com Pereira.
“Capacitamos o pessoal nas boas práticas com alimentos. Eles aprenderam, por exemplo, que não se pode misturar a carne de boi com a de frango, porque cada uma tem um tipo de bactéria que se prolifera mais rápido”.
Na abertura da última unidade, Pereira apostou também numa arquitetura mais “verde”, com iluminação natural. “Durante o dia, não precisamos acender a luz”, conta.
Lavanderia
Mesmo atuando num ramo que usa água e energia de forma intensiva, o empresário Paulo Gomes acreditou que poderia fazer mais pelo ambiente em sua lavanderia instalada em Rondonópolis (MT).
Uma das ideias que teve foi aproveitar o calor do clima local para secar as roupas. Para entregas com prazo de 48 horas, passou a deixar as roupas em varais. Com isso, não só economiza energia, como também melhorou o ambiente para os trabalhadores no galpão onde funciona a empresa, porque o ar no local ficou mais úmido.
Outro passo foi automatizar os equipamentos de lavagem, o que fez com que gastasse menos água e produtos químicos, pois eliminou o erro humano nas dosagens. “E sabe como é: o pessoal sempre erra para mais”, brinca o empresário.
Também o consumo de plástico preocupava Gomes. Ele começou seu negócio entregando as roupas lavadas em sacolas, mas logo comprou uma embaladora, que permite que o material seja empacotado com a quantidade justa de filme. “Com isso, o consumo caiu em 32%”, diz Gomes.
Para as entregas, outra medida de redução de consumo: o carro que fazia 7 quilômetros por litro de combustível foi trocado por um triciclo, que chega a 25 quilômetros por litro – ou seja, economia de mais de 70%.
'Conceito errado'
“Para muitos empresários, investir em sustentabilidade é despesa. Isso é um conceito errado. Investir em sustentabilidade dá retorno, porque você diminui custo”, diz Gomes.
Pesquisa feita pelo Sebrae junto a donos de micro e pequenas empresas aponta que essa visão está mudando: 46% areditam que a questão ambiental pode ser uma oportunidade de ganho.
No mesmo levantamento, os empresários deram sinais de que já tomam medidas para evitar desperdício, pois 70,2% responderam que fazem coleta seletiva de lixo; 72,4% controlam gasto de papel; 80,6%, de água; e 81,7%, de energia.
A Rio+20, conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, formou neste sábado 1,2 mil voluntários para o evento, que se realiza entre os dias 13 e 22 deste mês no Riocentro, zona oeste da capital fluminense, entre outros locais paralelos.
Os formandos foram selecionados entre alunos do ensino médio de escolas públicas fluminenses, alunos do ensino técnico, universitários de todo o País e pessoas com deficiência de várias entidades. Todos participaram de curso de treinamento durante um final de semana e tiveram lições de sustentabilidade, direitos humanos, cidadania ativa e voluntariado. Vão servir o evento durante duas semanas por pelo menos 4 horas diárias.
"A ação voluntária é um componente essencial do desenvolvimento sustentável", afirmou o representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, Jorge Chediek. "Nem tudo pode ser feito pelos governos e pela iniciativa privada. o voluntariado é uma resposta da sociedade civil".
O programa de voluntariado da Rio+20 tem como principais objetivos despertar nos jovens estudantes o interesse pelos temas da conferência e incentivar a prática do voluntariado no País.
"Todo mundo pode voluntariar, basta ter o espírito de cooperação no coração", disse Chediek. "A Rio+20 é um evento de enorme importância porque pode estabelecer a agenda dos temas de sustentabilidade das próximas décadas. Essa é uma oportunidade de contribuir para uma nova missão e a possibilidade de se inserir na comunidade global".
Para a ONU, o evento estará no foco dos olhares do planeta durante duas semanas. "Pelos próximos 15 dias, o Rio vai virar quase a capital do mundo. As principais lideranças vão estar aqui. Isso representa reconhecimento ao progresso que o Brasil tem atingido desde a Rio original. Um progresso que tem que ser mostrado por vocês para os participantes", discursou Chediak para os voluntários.
"Ainda temos muitos problemas, mas neste momento o Brasil representa a esperança para um mundo que ainda não tem muitas respostas. Vocês têm a missão de mostrar que uma sociedade pode melhorar muito rapidamente. Vocês são embaixadores do futuro e de um presente real", declarou o representante do PNUD. "O seu trabalho representa os melhores valores da ONU, que são o trabalho conjunto, a troca das melhores experiências e a construção de pontes entre os povos".
Criminosos incendeiam agência ao tentar usar
explosivos para assalto no Ceará (Foto: Jouse
Meneses/ Arquivo Pessoal)
Para conter o uso de explosivos em ataques a caixas-eletrônicos, o Exército resolveu endurecer as regras no controle de segurança de empresas que fabricam, vendem ou usam o material, buscando evitar furtos, roubos e desvios. As novas regras foram publicadas no Diário Oficial da União nesta semana.
Só em 2010, mais de uma tonelada de explosivos dos mais variados tipos foi parar nas mãos de criminosos, segundo levantamento da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados, órgão subordinado ao Comando de Logística do Exército. O número é 170% superior ao ano anterior. São esses explosivos, segundo delegados da Polícia Civil, que estão sendo usados em assaltos a agências bancárias em todo o país.
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A partir desta semana, as empresas que manuseiam ou exercem atividades com explosivos deverão, obrigatoriamente, apresentar um plano de segurança que terá de descrever em detalhes as instalações internas, áreas de operações e estoque, nomes e identificações de agentes envolvidos, além de rotas de transporte e distribuição.
Terão de ser elaborados croquis com a localização das pessoas e cães responsáveis pela vigilância além de uma detalhada planta, que deverá apontar a localização de muros e acessos, alarmes, áreas cobertas ou não por câmeras de monitoramento, e todos os meios de comunicação disponíveis para envio de sinal de alarme e de imagens sem fio existentes no local.
O Exército também impôs regras para evitar furtos e roubos de material durante o transporte. Para isso, os militares exigirão informações sobre critérios da escolha do motorista e do ajudante, das condições do veículo que levará a carga (que deverá obrigatoriamente ter um sistema de rastreamento com poder de bloqueio de acesso ao compartimento de carga), além dos procedimentos para acesso de pessoas a áreas onde os explosivos estão armazenados (veja detalhes na tabela abaixo).
Como era (*)
O que tem de novo (**)
Para ter autorização do Exército para produzir, vender ou transportar explosivos as empresas devem apresentar documentação e obedecer critérios de segurança para risco de explosões
Além da documentação, as empresas deverão apresentar também um plano detalhado de segurança com plantas do terreno e medidas de prevenção de roubos e furtos
Terreno deverá ter cerca de isolamento e pavilhões devem ser isolados por meio de muros. A preocupação maior é com incêndios, para não atingir abrigo de operários e outras instalações
É necessário alarme e monitoramento eletrônico por meio de câmeras. O Exército deve ser informado sobre as formas de envio e armazenamento destes dados de segurança e de comunicação entre a empresa e seus vigilantes
Acesso aos locais com explosivos é controlado por um único portão. É necessário ter segurança e vigilância 24 horas e brigada de incêndio
Deverá ser especificado as pessoas com acesso aos locais e a forma de verificação do acesso
Transporte tem que ser por meio de sólidos tabuleiros e em caminhões separados de outros materiais. A carga e descarga deve ser durante o dia e os caminhões não podem estacionar em locais públicos
A empresa deve apresentar ao Exército os critérios para contratação de motorista e ajudante que farão o transporte de cargas explosivas. O caminhão terá que ser monitorado, sendo possível o rastreamento e o bloqueio do compartimento de carga. A empresa deve fazer e manter sob sua posse um "rotograma" com mapas, horários e rotas feitas
A embalagem tem de conter os dados da empresa e do explosivo, além de informações sobre risco, segurança e fabricação
A embalagem deve conter uma identificação numérica e a empresa deve manter um banco de dados das vendas realizadas, possibilitando o rastreamento em tempo real. O Exército deve ser informado por meio de um site na internet em 24 horas casos de roubos, furtos, desvios ou localizações de explosivos.
Fonte: (*) Decreto nº 3.665, de 20 de novembro de 2000; (**) Portaria nº 3 da Divisão de Produtos Controlados, publicada no Diário Oficial
Outra ideia é criar um banco de dados nacional dos explosivos fabricados, comercializados e transportados no país. Para isso, cada explosivo deverá possuir uma identificação individual em série, que permita identificar sua origem, e as empresas terão de manter cadastradas informações que permitam a rastreabilidade em tempo real do que foi fabricado e vendido.
Emulsão é o explosivo mais desviado de pedreiras
e mineradoras e usado em ataques a caixas
eletrônicos (Foto: Reprodução/RPC TV)
Multas mais pesadas
A portaria número 3, publicada no Diário Oficial de segunda-feira (4), é um adendo ao Decreto 3.665, de 20 de novembro de 2000 (conhecido como R-105), que trata da fiscalização de produtos controlados e foca, principalmente, na segurança com o objetivo de prevenir detonações acidentais.
Para o coronel Wanderley Mascarenhas, especialista em explosivos e ex-comandante do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) de São Paulo, as mudanças não ocorreram antes porque, até então, o Brasil não tinha histórico de atividades criminosas com o uso de explosivos e a legislação em vigor era eficiente para o controle.
“Considero bastante produtivo aumentar a rigidez no controle de acesso ao material. Teremos grandes competições internacionais no país e sempre há o risco de explosivos desviados serem empregados em atentados”, diz. “O banco de dados também permitirá descobrir de forma mais rápida a procedência de explosivos usados. Hoje demora muito, porque as informações estão isoladas e as estatísticas não são difundidas”, pondera ele.
A intenção do Exército é ainda aumentar as multas para quem descumprir as regras no manuseio com explosivos. Segundo o Centro de Comunicação Social do Exército (Cecomsex), a Divisão de Produtos Controlados propôs alterações na legislação que impõe as punições aos infratores, "aumentando os valores com o objetivo de reduzir os ilícitos com explosivos", diz o Exército. A proposta foi encaminhada ao Ministério da Defesa, que informou que o estudo do projeto está em fase final e, ao ser concluído, será enviado à Casa Civil.
Procurada pelo G1, a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) informou que a norma será discutida pelas empresas em uma reunião e que, até lá, não tem uma posição oficial sobre o tema.
A divulgação na sexta-feira de um Produto Interno Bruto (PIB) praticamente estagnado no primeiro trimestre, aliada ao fraco nível de atividade demonstrado pelos recentes números da produção industrial, já tem feito economistas apostarem que o Banco Central agirá com mais vigor na redução dos juros neste ano, baixando a taxa básica ao nível de 7% ao ano, por exemplo, como acredita o ex-Secretário do Tesouro Nacional e economista-chefe do banco J.Safra, Carlos Kawall.
Goldman Sachs, Bradesco, Tendências e MB Associados ainda não têm esse nível de taxa como cenário principal, mas admitem que, desde a última sexta-feira, as chances de essa marca ser alcançada ainda em 2012 estão crescendo.
Na avaliação de Kawall, a conjuntura é mais favorável à redução dos juros do que à ampliação de estímulo à economia pela política fiscal. “As taxas de juros nominal e real no Brasil estão altas em relação ao patamar registrado em outros países. Nunca pensei que veria taxa nominal negativa na Alemanha, como ocorreu na última sexta-feira”, destacou.
Segundo ele, seria até positivo que o governo incentivasse a demanda agregada doméstica com aumento dos investimentos públicos, mas há algumas limitações para isso. Uma delas é de ordem gerencial, que não permite o avanço dos gastos oficiais com projetos de longo prazo. Um outro fator seria a limitação legal da Lei de Responsabilidade Fiscal, segundo a qual se o governo fizer desoneração tributária precisará encontrar outras fontes de recursos para compensar a redução de caixa. “Haveria espaço para ampliação dos gastos em custeio pela administração federal, mas essa via não é apropriada, dado que ela se torna uma despesa permanente com baixa eficiência para melhorar questões estruturais da economia, como a ampliação dos investimentos”, disse.
Por isso, Kawall espera que o BC mantenha o ritmo de cortes da Selic de 0,5 ponto percentual nas três próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central.
A economista e sócia da Tendências Alessandra Ribeiro vai na mesma linha. Antes da divulgação do resultado da economia entre janeiro e março, na sexta-feira, ela avaliava que o Copom cortaria os juros até os 7,5% em 2012. “Contudo, não me causaria surpresa se o BC levasse a Selic para 7% neste ano”, destacou.
Segundo Alessandra, o PIB deve continuar num ritmo bem abaixo do seu potencial de entre 3,5% e 4% neste segundo trimestre, fato que seria repetido pelo quarto trimestre consecutivo. Isso, disse, indica ser vital para o BC continuar cortando os juros com algum vigor, mesmo que tenha indicado recentemente que tal velocidade ocorreria com parcimônia. “A Europa está em crise devido à questão fiscal. Se isso piorar também por aqui, a imagem do País perante o mundo poderia ser prejudicada, depois de já ter piorado muito recentemente devido ao constante ativismo do governo na gestão da política econômica”, afirmou. Ela revisou a previsão de crescimento do País deste ano, de 2,5% para apenas 1,9%.
Projeções da pesquisa Focus mantém taxa em 8%
De acordo com a evolução recente das distribuições de frequências das expectativas de mercado, 30% das projeções dos analistas que participam da Pesquisa Focus concentravam suas projeções, em 1 de junho, em uma Selic de 8,5% no fim do ano. A Focus compila as previsões de aproximadamente 100 instituições financeiras. A mediana das projeções para a taxa Selic no final deste ano manteve-se em 8% ao ano, de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira pelo Banco Central.
No documento divulgado em 30 de abril, 35% dos analistas consultados pela pesquisa concentravam suas previsões em uma taxa de 9,5% ao ano no final de 2012. Em 30 de novembro do ano passado, 35% dos analistas projetavam para o final deste ano uma Selic em 10% ao ano. “Quando olhamos para um período mais longo, verificamos um deslocamento maior das expectativas”, diz o economista da Rosenberg & Associados, Daniel Lila.
Com o movimento de queda mais forte da Selic, o IPCA tem se mantido mais rígido. Entre as distribuições de frequências (de 30 de abril e de 1 de junho), não houve alteração. As expectativas para o IPCA permaneceram concentradas em 5,2%. Mesmo em comparação a março, a queda é pequena, saindo de 5,4% para 5,2%.
O mercado reduziu a previsão de crescimento do PIB para este ano, após a divulgação do resultado quase estagnado da economia durante o primeiro trimestre. Segundo o boletim Focus, os analistas do mercado financeiro esperam agora que o PIB brasileiro cresça 2,72%, em vez dos 2,99% que previam na semana passada.
Com expectativa de economia mais fraca, a previsão para a inflação oficial, o IPCA, caiu de 5,17% para 5,15% ao ano. A previsão para o câmbio ao fim do ano manteve-se estável, com o dólar fechando o período valendo R$ 1,90. O mercado estima que a moeda estará cotada também a esse valor na média do ano.
Continuidade da crise na Europa deve afetar a decisão do Copom
O codiretor de pesquisa para mercados emergentes da América Latina da Goldman Sachs, Alberto Ramos, afirmou que “está aberta a porta para que a taxa (Selic) chegue a 7% neste ano.” Isso poderia ocorrer especialmente porque “a continuidade da piora da situação na Europa pode afetar ainda mais as expectativas de investimentos das empresas e do consumo no Brasil, como já ocorreu no primeiro trimestre”, disse. “Assim, o BC poderia estender por mais tempo o corte dos juros para tentar reanimar o consumo com mais rapidez”, disse.
O economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, disse ser bem provável revisar para baixo as atuais previsões de Selic a 8% e de avanço do PIB de 2,5% neste ano. “O PIB encontra dificuldade para chegar a 2% neste ano. O pior da crise europeia pode não ter acontecido ainda, e há certa paralisação de investimentos e de empréstimos, o que prorroga a desaceleração de atividade. Por isso, será difícil ver recuperação evidente no segundo semestre”, apontou.
Segundo Vale, há espaço para que o BC reduza ainda mais a Selic, especialmente com a mudança da regra da caderneta de poupança. Para ele, a recente desvalorização do câmbio não deve provocar impacto na inflação, dada a fraqueza do nível de atividade. “Como implicitamente o BC está confortável com inflação ao redor de 5,5%, e ela em agosto estará rodando na casa dos 5%, é muito provável que o BC reduzirá a Selic mais um pouco, para 7,5% e não descarto podermos chegar a 7% no final do ano também”, disse. “Outra possibilidade é que, já na próxima reunião do Copom, em julho, a Selic caia 0,75 ponto percentual. Vamos ver a ata do encontro de maio para saber se há alguma sinalização sobre isso, mas os documentos do BC têm sido muito pouco sinalizadores de decisões futuras.”
Fonte: J. do Comércio