domingo, 27 de maio de 2012

RJ: vacinação contra raiva animal começa neste sábado

A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro (SMSDC) inicia neste sábado a campanha de vacinação contra a raiva animal. A meta da SMSDC é vacinar 80 mil cães e gatos em cerca de 50 pontos de vacinação da região. A ação acontecerá em cinco etapas, para atender a todos os bairros da cidade.

A primeira etapa, neste sábado, será nos bairros de Paciência, Santa Cruz, Sepetiba, Manguariba, Palmares, Pedra de Guaratiba, Barra de Guaratiba e Ilha de Guaratiba.

Na hora de levar o animal de estimação para vacinar, deve-se tomar algumas precauções. Os cães devem estar com coleira e guia. Já os gatos devem ser levados em sacolas de pano ou em gaiolas apropriadas. Animais que têm temperamento agressivo devem estar com focinheira.

Cães, gatos e morcegos são os principais transmissores da raiva, doença que compromete o sistema nervoso do homem quando contaminado e mata quase 100% dos casos que evoluem para a manifestação dos sintomas. A cura para pessoas não vacinadas foi desenvolvida em 2004 e ainda tem baixa eficácia.

Para obter o endereço dos locais de vacinação, que vão funcionar das 8h às 17h, e tirarem dúvidas, os donos de animais devem ligar para a Central de Atendimento da Prefeitura, no telefone 1746, ou acessar a página da SMSDC na internet, em www.rio.rj.gov.br/web/smsdc

As etapas seguintes acontecerão nos dias 30 de junho, 21 de julho, 25 de agosto e 22 de setembro.

    sábado, 26 de maio de 2012

    Fim de semana tem feirões de carros com IPI reduzido; veja 7 dicas

    Três das maiores montadoras de automóveis instaladas no país vão promover feirões neste fim de semana em São Paulo. Volkswagen, Chevrolet e Fiat prometem vender, nesses eventos, veículos com preços mais baixos, por causa da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) anunciada pelo governo, e com condições diferenciadas de financiamento.

    O feirão da Fiat será realizado no Campo de Marte, na zona norte da capital paulista, sábado (26) e domingo (27), das 9h às 19h. Segundo a empresa, veículos novos e seminovos serão vendidos com preço mais baixo e poderão ser financiados sem juros.

    Um dos modelos à venda com preço mais baixo é o Novo Uno Vivace 1.0, de duas portas. O preço original, de R$ 26.800, foi reduzido para R$ 22.990 depois do corte do IPI, segundo a Fiat.

    7 dicas do Procon para a compra do carro

    Mesmo que os preços anunciados pareçam mais baixos, evite fazer a compra por impulso. Pesquise e analise as condições de pagamento e de entrega, os descontos dados, as taxas de juros cobradas e os acessórios

    O ideal é, sempre que possível, pagar o carro à vista. Se isso não for possível, o Procon-SP recomenda que o consumidor dê uma entrada equivalente a 20% ou 30% do valor do carro. Quanto maior, melhor

    O Procon-SP diz que é sempre mais vantajoso, para o consumidor, optar por um financiamento com o menor número de parcelas possível. Quanto menor o prazo do financiamento, menos juros o consumidor vai pagar

    Quem financia a compra de um veículo deve fazer as contas considerando não só a prestação. É preciso também levar em consideração os gastos extras mensais do carro: combustível, manutenção, seguro e licenciamento, por exemplo

    A financeira não pode cobrar pela emissão do boleto de pagamento. O Procon diz que a prática, além de ser abusiva de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, é proibida por uma lei estadual em São Paulo

    O consumidor não pode ser cobrado, também, de uma taxa de cadastro, como muitas financeiras fazem. De acordo com o Procon-SP, a cobrança não se justifica porque não há nenhuma prestação de serviço ao consumidor nesse caso.

    O consumidor que se sentir lesado na hora da compra pode registrar sua reclamação no Procon. Orientações também são dadas pelo telefone (151, só para a capital paulista). Também é possível encontrar dicas na internet

    O modelo poderá ser financiado com entrada de R$ 11.495,42 e mais 12 parcelas de R$ 1.029,80. Apesar do juro zero, o custo efetivo total desse financiamento, que inclui o gasto com taxas e tributos, será de 14,37% ao ano.

    Chevrolet e Volkswagen prometem juros de 0,99% ao mês

    A Chevrolet fará um feirão no pátio interno da unidade da General Motors do Brasil, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. A fábrica da GM fica na Avenida Goiás, 1.805, e a entrada será feita pelo portão 1. O feirão será realizado, no sábado (26) e no domingo (27), das 9h às 20h.

    A montadora promete vender toda a linha 2012 com preços de 2007. Os carros poderão ser financiados em até 48 meses com taxa de 0,99% ao mês.

    A Volkswagen também promove dois eventos neste fim de semana, nos estacionamentos do Extra Anchieta, em São Bernardo do Campo (ABC Paulista), e do Shopping Center Norte, na zona norte de São Paulo. A rede de concessionárias da marca também vai participar da ação.

    O Gol G4 2013 passou a ser vendido a partir de R$ 24.291 depois do corte do IPI. Segundo a montadora, ele será oferecido, no fim de semana, por R$ 22.310. Esse modelo poderá ser financiado com taxa de 0,99% ao mês, com entrada de 50% (R$ 11.115) e 24 parcelas fixas de R$ 585,45.

    O feirão será realizado, nos dois locais, entre 9h e 19h, no sábado (26) e no domingo (27).

    Serviço

    Feirão Fiat - Campo de Marte: Av. Santos Dumont, Santana, Sao Paulo. Sábado (26) e domingo (27) das 9h às 19h.

    Feirão da Chevrolet - Pátio interno da unidade da GM do Brasil (entrada pelo portão 1). Avenida Goiás, 1.805, São Caetano do Sul. Sábado (26) e domingo (27), das 9h às 20h.

    Festival Volkswagen IPI Reduzido - Hipermercado Extra Anchieta (estacionamento): Rua Garcia Lorca, 301, Paulicéia, São Bernardo do Campo. Shopping Center Norte (estacionamento): Travessa Casalbuono, 120, Vila Guilherme, São Paulo. Sábado (26) e domingo (27) das 9h às 19h.

    http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/05/26/montadoras-fazem-feiroes-neste-fim-de-semana-confira-7-dicas-para-a-hora-da-compra.jhtm

    sexta-feira, 25 de maio de 2012

    Brasil no banco dos réus

    O Brasil senta nesta sexta-feira 25 no banco dos réus dos direitos humanos. O País passará por uma rodada de monitoramento por meio da Revisão Periódica Universal (RPU) do Conselho de Direitos Humanos (CDH) da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra. Sexta economia do mundo e novo interlocutor da política internacional, o Brasil é exemplo de paradoxo. Com mais de 16 milhões de pessoas em situação de pobreza extrema, enfrenta acusações de impunidade, abuso policial, ameaças contra juízes, racismo, violência, tortura, trabalho escravo e saúde e educação precárias. A avaliação será conduzida pelos 47 Estados-membros do CDH. Três relatores vão elaborar um documento final.

    Pernambuco, citado no relatório, estará representado na reunião pelo Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop), que goza de status consultivo na ONU e será a única entidade do Nordeste no evento, ao lado de Conectas (SP) e Justiça Global (RJ). O governo brasileiro enviará delegação diplomática para se defender das denúncias. Todos os 193 países que integram a ONU são obrigados a passar pela RPU.

    De acordo com o coordenador executivo do Gajop, Luis Emmanuel Cunha, que viajou anteontem para a Suíça, as acusações contra o Brasil se referem ao período entre 2008 e 2012. Segundo ele, há dois relatórios a serem analisados pelo CDH, um elaborado pelo governo brasileiro e outro pelos movimentos sociais.

    “O documento governamental não tem maquiado problemas, mas é superficial. Não esconde situações, mas também não aprofunda, não revela o quadro real. Preocupa-se mais em mostrar programas sociais. Por isso, fizemos um relatório paralelo

    ”

    Uma das maiores acusações contra o Brasil se refere às péssimas condições do sistema prisional. A primeira revisão brasileira ocorreu em 2008 e foram emitidas 15 recomendações, duas das quais, provenientes das delegações do Reino Unido e do Uruguai, cobravam do governo uma requalificação penitenciária. Não adiantou: “Os estabelecimentos têm problemas de infraestrutura, estão superlotados, não diferem presos provisórios dos permanentes, disseminam doenças, não permitem aos presos estudar e trabalhar e, regularmente, não disponibilizam assistência jurídica suficiente” diz o relatório enviado ao CDH, ao qual o Jornal do Commercio teve acesso.

    Há seis meses, mutirão carcerário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) classificou o Presídio Aníbal Bruno, no Recife, como o pior do País. O documento em pauta na ONU cita que o Aníbal enfrenta mazelas como “presos com tuberculose e dermatites sem tratamento médico e em contato com os demais presos, uso de celulares pelos detentos, comércio irregular, falta de água e superlotação”. No local planejado para 1.500 vagas, há cerca de 4.800 detentos. “Os problemas, não só do Aníbal, mas do sistema prisional brasileiro, já foram questionados antes, não são novidade. Todo mundo sabe, mas nada muda”, critica Cunha.

    Ele elenca ainda a falta de acesso à Justiça por parte dos mais pobres e o abuso policial como as violações mais recorrentes em Pernambuco. O relatório das ONGs pede a criação de um ombudsman independente exclusivo para a polícia e para o sistema prisional. “Percebemos avanços, mas ainda com base em ações difusas. Ainda temos muito a crescer no campo dos direitos humanos”, ressalta Luis Emmanuel Cunha.

    Entre outros pontos criticados, está a situação da mulher brasileira, classificada como preocupante. Ainda hoje, elas ganham entre 17% e 40% a menos que os homens, ocupam cargos inferiores e são vítimas da violência doméstica. Supostas violações de direitos humanos pela Usina de Belo Monte também podem influenciar negativamente a nota do Brasil.

    “Uma parte importante desta revisão é o diálogo interativo de três horas e meia no Grupo de Trabalho sobre a RPU entre o Estado, observadores e os Estados-Membros participantes”, afirma a ONU em seu site. A cada ano, 48 países são revisados pelo CDH. As recomendações ao Brasil devem ser emitidas ainda hoje, logo após a reunião.

    http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/mundo/internacional/noticia/2012/05/25/brasil-no-banco-dos-reus-43253.php

    quinta-feira, 24 de maio de 2012

    Após três altas, taxa de desemprego recua e atinge menor nível da história para abril

     

    Após registrar três aumentos mensais consecutivos, a taxa de desemprego nas regiões metropolitanas brasileiras recuou para 6% em abril, após marcar 6,2% em março, de acordo com a PME (Pesquisa Mensal do Emprego) divulgada nesta quinta-feira (24) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se da menor taxa para abril desde o início da série histórica, iniciada em 2002.
    A pesquisa de emprego do instituto é realizada em Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Na relação com abril de 2011, por outro lado, houve aumento de 1,8% na quantidade de desempregados, o que representa um adicional de 396 mil pessoas.
    O desempenho do mês passado praticamente manteve a marca de 1,5 milhão de pessoas desocupadas no Brasil de março, quando as regiões metropolitanas receberam 122 mil pessoas em busca de emprego.
    Rio, SP e Brasília possuem mais de 11 mil vagas
    Por outro lado, o País tem 22,7 milhões de empregados — mesmo patamar de março. Deste total, 11,1 milhões de empregados têm carteira de trabalho assinada no setor privado, segundo o IBGE.
    O desemprego diminuiu na maioria das cidades pesquisadas — Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Em São Paulo, o indicador de desocupados permaneceu estável em 6,5% entre março e abril, mas, em Salvador, o desemprego subiu de 8,1% para 8,3% — o maior percentual entre as cidades analisadas.
    Salários
    O rendimento médio real dos trabalhadores brasileiros teve uma queda de 1,2% na passagem de março para abril e passou de R$ 1.740 para R$ 1.719.

    Confira também

    O salário médio dos empregados brasileiros diminuiu em quatro das seis capitais — Recife, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. Por outro lado, subiu em Belo Horizonte e em Porto Alegre.
    O maior salário médio real está em São Paulo, a R$ 1.836. Na segunda posição aparece o Rio de Janeiro, com R$ 1.787, seguida por Belo Horizonte, com R$ 1.687.
    Em Porto Alegre, o salário médio do trabalhador é de R$ 1.643, enquanto em Salvador é de R$ 1.466. Recife completa

    quarta-feira, 23 de maio de 2012

    Vacina pode impedir que nicotina chegue ao cérebro

    MSN

     

    Uma startup sediada em Boston está buscando um método pouco ortodoxo para ajudar os fumantes a largarem o cigarro: ela está tentando desenvolver a primeira vacina de nicotina eficaz do mundo.

    A empresa, Selecta Biosciences, foi fundada pelo engenheiro Robert Langer, do MIT, e pelos imunologistas Ulrich von Andrian e Omid Farokhzad, de Harvard. Seu objetivo é desenvolver um tratamento que impeça o fumante de sentir os efeitos de dependência do hábito induzindo uma resposta imune que pode durar vários anos.

    Embora a nicotina não seja um vírus, Langer e os seus colegas acreditam que ela pode ser combatida da mesma maneira que um vírus. A Selecta utiliza nanopartículas sintéticas para fazer com que o sistema imunológico crie anticorpos especializados que se liguem às moléculas de nicotina, tornando-as grandes o suficiente para provocar uma resposta imune. Os anticorpos induzidos pelas nanopartículas se ligam automaticamente à superfície da molécula modificada de nicotina porque suas formas se encaixam perfeitamente. O composto resultante, uma nicotina gigante, é, portanto, impedido de atravessar a barreira hematoencefálica e de causar o efeito normal do fumo.

    No ano passado, as nanopartículas da Selecta foram testadas no laboratório; agora, em um ensaio de Fase I, a empresa está testando se o uso das nanopartículas em pessoas é seguro.

    Entre as tentativas de produzir vacinas personalizadas com nanopartículas projetadas empreendidas pela Selecta, a vacina contra a nicotina é o exemplo mais avançado. Deve ser mais rápido – e, portanto, mais barato – produzir essas vacinas sintéticas em grande quantidade do que as vacinas convencionais. A Selecta também espera desenvolver tratamentos de base imunológica contra doenças e enfermidades, incluindo a malária, que atualmente carece de tais tratamentos.

    Como o método da Selecta remove a nicotina antes que ela atravesse a barreira hematoencefálica, ele é diferente dos tratamentos antifumo que interferem no desejo de consumir o cigarro, fornecendo nicotina de outra maneira, tal como um adesivo.

    Embora não haja nenhuma droga de base biológica equivalente com a qual a vacina da Selecta tenha que competir, ela terá de superar inúmeros obstáculos. Para ser considerado eficaz em ensaios clínicos, o tratamento terá que fazer com que algumas pessoas larguem completamente o cigarro, ao invés de simplesmente reduzirem o tabagismo.

    A vacina contra a nicotina não elimina o desejo de nicotina – ela, na verdade, diminui os efeitos provocados pelo fumo do cigarro. Como resultado, os fumantes que tomarem a vacina não vão sentir o fumo aliviar os sintomas da falta de nicotina. O vice-presidente da Selecta, Peter Keller, reconhece que fumar vários cigarros seguidos, por provocar um prazer parcial, pode sobrecarregar o sistema imunológico, já que um determinado número de moléculas de nicotina não seria contido e ainda passaria para o cérebro.

    As tentativas anteriores de produzir uma vacina antifumo se basearam mais no método convencional de um fornecimento menos prejudicial de nicotina, mas não conseguiram fazer com que as pessoas parassem de fumar.

    As drogas disponíveis hoje têm efeitos colaterais graves e não conseguem fazer com que as pessoas larguem de vez o cigarro. Menos de 25 por cento dos fumantes que usaram o Chantix, um tipo de medicamento antipsicótico que impede que a nicotina se ligue aos receptores após adentrar o cérebro, deixaram de fumar. Ainda assim, o produto tem gerado 700 milhões de dólares em vendas em todo o mundo a cada ano desde 2007, quando foi lançado.

    A vacina contra a nicotina também deve fazer efeito por vários anos. Medicamentos contra a nicotina, como o Chantix e o Zyban, por outro lado, param de fazer efeito quando o tratamento é interrompido, sendo que não podem ser usados por mais do que alguns meses, considerados os seus efeitos colaterais graves.

    A Selecta arrecadou quase 80 milhões de dólares junto às empresas de capital de risco Polaris, OrbiMed e Flagship Venture Partners. O governo russo, através do seu fundo de investimento em biotecnologia de 10 bilhões de dólares, o Rusnano, também colaborou. Keller diz que os resultados preliminares da Fase I podem vir à tona já em julho. Se os resultados não forem conclusivos, o ensaio será ampliado; se a nanopartícula que se liga à nicotina for bem tolerada pelos humanos, o ensaio começará a Fase II.

    The New York Times News Service/Syndicate – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito do The New York Times.

    http://nytsyn.br.msn.com/cienciaetecnologia/vacina-pode-impedir-que-nicotina-chegue-ao-c%c3%a9rebro-1?page=4

    terça-feira, 22 de maio de 2012

    Governo incentiva desconto em carros e crédito; entenda

    O governo anunciou na segunda-feira uma série de medidas para estimular o crescimento econômico, por meio do setor automotivo e de bens de capital, além de crédito para pessoas físicas. "O resultado esperado dessas medidas é reduzir o custo do investimento. Queremos reduzir o preço dos veículos ao consumidor a partir de preços menores e custos menores para garantir o crescimento econômico num momento de crise", afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

    » Guia 0 km: veja quanto custam todos os carros no Brasil

    As reduções de impostos para a compra de automóveis serão integralmente repassadas aos consumidores, assegurou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A desoneração de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) mais os descontos sobre os preços de tabela prometidos pelas montadoras permitirão que os carros populares fiquem quase 10% mais baratos, de acordo com a entidade.

    O pacote tem uma desoneração fiscal no valor de R$ 2,1 bilhões até agosto de 2012, além de pouco mais de R$ 600 milhões com equalização de juros menores do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Veja as medidas anunciadas:

    Consumo
    - Redução da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para linhas de crédito voltadas a pessoa física de 2,5% para 1,5%

    - Renúncia de R$ 900 milhões até agosto de 2012

    Setor automotivo
    - Liberação de R$ 18 bilhões em depósito compulsório pelo Banco Central sobre recursos a prazo, para financiamento de automóveis e de veículos comerciais leves, a partir da terça-feira

    - Redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) válidas até 31 de agosto para automóveis dentro do regime automotivo:
    * Até 1.000 cilindradas: de 7% para zero
    * De 1.000 a 2.000 cilindradas flex: de 11% para 5,5%
    * De 1.000 a 2.000 cilindradas gasolina: de 13% para 6,5%
    * Utilitários: de 4% para 1%

    - Para automóveis produzidos fora do regime automotivo: 30 pontos percentuais a mais na alíquota do IPI para os similares que fazem parte do regime

    - Renúncia fiscal: R$ 1,2 bilhão em 3 meses

    - O setor automotivo comprometeu-se a dar descontos sobre as tabelas de preços que já estão valendo:
    * Até 1.000 cilindradas: 2,5%
    * De 1.000 a 2.000 cilindradas: 1,5%
    * Utilitários: 1,0%

    - Compromisso das montadoras de fazerem promoções especiais e não haver demissões

    - Bancos se comprometeram em aumentar o volume de crédito e o número de parcelas; e reduzir a entrada para aquisição dos veículos

    Bens de capital
    - O governo vai facilitar o acesso a linhas de financiamento através da redução da taxa de juros do BNDES

    - Programa de Sustentação do Investimento (PSI) - Exportação pré-embarque de 9% para 8% ao ano

    -Aquisição de ônibus e caminhões: redução de 7,7% para 5,5% ao ano, com prazo de até 120 meses

    - Aquisição de máquinas e equipamentos para grandes empresas: de 7,3% para 5,5% ao ano

    - Programa Proengenharia: de 6,5% para 5,5%

    - Programa Procaminhoneiro estendido o prazo de 96 meses para 120 meses

    http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201205221050_RTR_SPE84L00A

    segunda-feira, 21 de maio de 2012

    CGU diz que 162 servidores federais foram expulsos neste ano

    De janeiro a abril deste ano, 162 servidores federais foram expulsos informa relatório mensal da CGU (Controladoria-Geral da União). Este é o maior número de punições desde 2007.

    De acordo com a CGU, 138 funcionários foram demitidos, 18 tiveram o cargo destituído e 6 foram cassados.

    Desde o início do governo Lula, em 2003, foram 3695 servidores expulsos.

    Só em abril deste ano, aconteceram 42 expulsões no governo federal, o maior número para este mês desde 2003, quando os dados começaram a ser contabilizados.

    O Rio de Janeiro foi o Estado com o maior número de punidos com 26 expulsões, seguido por Distrito Federal e São Paulo, com 18 cada.

    No acumulado desde 2007, o Rio também está em primeiro no ranking da punição com 443 expulsões. Isso acontece porque o Estado ainda tem um grande número de servidores federais.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/1093368-cgu-diz-que-162-servidores-federais-foram-expulsos-neste-ano.shtml

    domingo, 20 de maio de 2012

    Empresas correm para aprovar projetos no mercado de carbono

     

    Primeiro período de vigência do Protocolo de Kyoto vai até dezembro.
    Burocracia pode atrapalhar andamento de iniciativas brasileiras.

    A pouco mais de sete meses do final do primeiro período de vigência do Protocolo de Kyoto, empresas brasileiras dos setores de energia e resíduos sólidos correm para que o governo federal e a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovem a tempo projetos voltados à redução das emissões de gases de efeito estufa. O objetivo é captar recursos no mercado de créditos de carbono antes que as regras do protocolo mudem.

    Entre as iniciativas que aguardam aprovação estão a instalação de equipamentos em aterros que evitam a emissão de gases do tratamento de lixo, a construção de pequenas centrais hidrelétricas ou torres eólicas para geração de energia e o reflorestamento de áreas para sequestro de CO2.

    O Protocolo de Kyoto é um acordo global para reduzir a emissão de gases estufa, como o dióxido de carbono, para conter o avanço das mudanças climáticas. O mercado de créditos de carbono foi criado dentro de um instrumento do protocolo chamado "Mecanismo de Desenvolvimento Limpo" (MDL) e permite a países desenvolvidos (como os europeus) comprar toneladas de CO2 que não foram emitidas por países em desenvolvimento (como o Brasil) graças à implantação de tecnologias limpas em diferentes áreas. Um crédito de carbono equivale a uma tonelada não-emitida.

    Na prática, empresas brasileiras que investem em tecnologias limpas podem vender seus créditos de carbono para empresas de países desenvolvidos, gerando renda.

    O protocolo expiraria inicialmente em dezembro de 2012, mas foi renovado para um novo período, de 2013 até 2017 ou 2020 – a data final ainda será definida. Porém, países da União Europeia já sinalizaram que vão adquirir apenas créditos de projetos aprovados até o fim de 2012 -- já que, a partir de 2013, as regras do mercado podem mudar. Por isso, a correria das empresas brasileiras.

    A Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima (Cimgc), que reúne 11 diferentes ministérios brasileiros, espera um aumento no envio de projetos até o fim do ano.

    Segundo Carlos Nobre, secretário de políticas e programas de pesquisa e desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), havia uma expectativa maior quanto à procura.

    “Todo mundo tem ideias de requerer a aprovação de um projeto. Esperávamos um número grande esse ano, mas, por enquanto, a procura tem sido menor”, disse Nobre.

    Em análise
    Dados fornecidos ao Globo Natureza pelo MCTI mostram que 54 projetos das áreas de resíduos sólidos, energia e florestas estão na comissão para aprovação ou revisão. Um trâmite que é obrigatório antes de sua aprovação final pela Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), que coordena o Protocolo de Kyoto, com sede na Alemanha.

    Uma das empresas que tentam acelerar a aprovação de projetos é a Estre, uma das maiores do setor de resíduos sólidos do Brasil. Desde 2006, a Estre tem cinco projetos implementados para reduzir as emissões de CO2 em aterros sanitários, que geraram 4,14 milhões de toneladas de carbono já negociados com a iniciativa privada da Europa.

    Agora, a empresa tenta homologar outras cinco iniciativas nas comissões do Brasil e da ONU.

    “Há uma corrida entre as empresas para conseguir aprovar os projetos até o final do ano, sendo que alguns são de aterros que nem foram inaugurados. Já há uma demanda de trabalho muito grande nesta área”, afirmou Bruno Caldas, especialista em biogás da Estre Ambiental.

    Demora e risco
    O Grupo Cemig, do setor de energia, que atua em Minas Gerais e em outros 18 estados brasileiros, também tenta aprovar na comissão interministerial projetos de instalação de parques eólicos para gerar 294 megawatts (MW) de potência.

    Segundo Ezequiel Teodoro Elorde, responsável pelos projetos de MDL da Cemig, é preciso mais agilidade na aprovação de projetos por parte do governo para que as propostas sejam encaminhadas à ONU mais rapidamente, de preferência até o final do ano. “O prazo para obtenção do registro tem sido bastante moroso”, explicou.

    Para Fernando Pinheiro Pedro, advogado e consultor do Banco Mundial sobre o mercado de crédito de carbono, a demora por parte do governo federal pode fazer com que muitas empresas “fiquem com o mico na mão”.

    Ele explicou que muitas empresas que já implantaram tecnologias voltadas à redução de emissões podem não conseguir resgatar os créditos de carbono para investimentos ambientais. “Se esses projetos não forem aprovados no Brasil rapidamente, o risco de perda é alto”, alertou.

    Nobre, do MCTI, diz que trabalha para reduzir o tempo de análise por parte da comissão interministerial. Segundo o secretário, o tempo de trâmite atualmente varia entre 100 e 110 dias (dados de 2009). Incluindo o prazo que as empresas têm para responder questionamentos da comissão, o trâmite pode chegar a 150 dias -- cinco meses.

    “Vamos reduzir o espaçamento entre as reuniões da comissão, que passarão a ser mensais, e a meta é acelerar nossas análises para aprovar projetos em, no máximo, 60 dias”, prometeu. Na ONU, o tempo médio de registro de um projeto pode levar até quatro meses.

    O que é o mercado de crédito de carbono?

    Criado dentro das normas do Protocolo de Kyoto, permite aos países desenvolvidos comprar toneladas de CO2 que não foram emitidas por países em desenvolvimento que implantaram tecnologias consideradas limpas. Um crédito de carbono equivale a uma tonelada de CO2 que deixou de ser enviada à atmosfera.

    Crise do carbono
    Na prática, o mercado de crédito de carbono é uma espécie de "permissão" para que os países ricos liberem gases de efeito estufa, se eles comprarem créditos dos países em desenvolvimento.

    O documento prevê a redução de emissões de gases em 5,2% entre 2008 e 2012, em relação aos níveis de 1990. Mas o tratado não compreende os Estados Unidos, um dos principais poluidores, e não obriga ações imediatas de países em desenvolvimento, como China, Índia e Brasil. Mesmo assim, empresas nacionais e a BM&FBovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) criaram um mercado voluntário de créditos de carbono.

    A crise que afeta a Europa prejudica a negociação do carbono enquanto commodity -- como são chamadas as matérias-primas negociadas nas bolsas de mercadorias. De acordo com o escritório Pinheiro Pedro Advogados, a cotação atual da tonelada de carbono está entre US$ 5 e US$ 16.

    Durante a realização da conferência da UNFCC em Durban, na África do Sul, o preço alcançou o menor patamar: US$ 3 – custo dez vezes menor aos US$ 30 alcançados em março de 2006, considerado seu ápice. Seu impacto já pode ser percebido, por exemplo, no terceiro leilão de créditos de carbono da Prefeitura de São Paulo, previsto para acontecer em 12 de junho.

    Segundo a Secretaria de Finanças, o valor estimado de arrecadação é de R$ 5 milhões. A estimativa é bastante inferior ao que foi obtido nos dois leilões anteriores que arrecadaram, respectivamente, R$ 34 milhões (em 2007) e R$ 37 milhões (em 2008). Os recursos obtidos são, obrigatoriamente, investidos em projetos ambientais nas áreas próximas aos aterros.

    Mercado interno de compensação
    Para o advogado Fernando Pinheiro Pedro, é provável que o preço deste derivativo permaneça baixo por mais um ano, o que pode prejudicar as atividades brasileiras. “Principalmente os projetos mais custosos”, destacou.

    Ele afirmou que uma solução é o próprio governo brasileiro criar um mercado regional de compensação de emissões, que estabeleça limites de emissões de gases e partículas que não estão contempladas no Protocolo de Kyoto.

    “Isso vai obrigar as indústrias de estados mais ricos a limitar progressivamente seus níveis de poluição até chegar um momento em que vão necessitar comprar derivativos de outros estados para compensar. É um mercado de carbono interno e isso pode movimentar o setor”, disse.

    http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/04/na-rio20-brasil-quer-modelo-global-de-desenvolvimento-sustentavel.html

    sábado, 19 de maio de 2012

    Torturada na ditadura, Dilma diz que doará indenização de R$ 20 mil

     

    A presidente Dilma Rousseff durante instalação da Comissão da Verdade (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)

    A presidente Dilma Rousseff durante instalação
    da Comissão da Verdade (Foto: Roberto Stuckert
    Filho / Presidência)

    A presidente Dilma Rousseff receberá indenização do governo do Rio de Janeiro por ter sido interrogada e torturada no estado durante a ditadura militar e doará o valor para o Grupo Tortura Nunca Mais, segundo informou nesta sexta-feira (18) o porta-voz da Presidência da República, Thomas Traumann.

    A assessoria de imprensa da Secretaria estadual de Assistência Social informou que o governo do Rio pagará até o fim de junho uma indenização no valor de R$ 20 mil à presidente Dilma.

    Segundo a secretaria, das 895 vítimas do regime que tiveram os processos aprovados pela comissão especial criada para analisar os casos, cerca de 120 ainda serão indenizadas pelo estado do Rio.

    O Grupo Tortura Nunca Mais, que receberá o valor segundo a Presidência, foi fundado em 1985 por iniciativa de ex-presos políticos que passaram por tortura durante o regime militar e por familiares de mortos e desaparecidos políticos.

    Nesta quarta-feira (16), Dilma deu posse aos sete membros que integrarão a Comissão da Verdade, criada para apurar violações aos direitos humanos cometidas entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar.

    Na ocasião, a presidente afirmou que a instalação do colegiado não é motivada por "ódio", "revanchismo" ou "desejo de reescrever a história".

    “O Brasil merece a verdade, as novas gerações merecem a verdade e, sobretudo, merecem a verdade factual aqueles que perderam amigos e parentes e que continuam sofrendo como se eles morressem de novo e sempre a cada dia", afirmou, antes de, emocionada, interromper o discurso.

    http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/05/dilma-recebera-r-20-mil-por-tortura-na-ditadura-e-diz-que-doara-valor.html

    sexta-feira, 18 de maio de 2012

    Brasileiro cofundador do Facebook pode ser impedido de entrar nos EUA Eduardo Saverin renunciou à cidadania norte-americana.



    Para senadores, decisão foi 'manobra' para evitar pagamento de impostos.



    eduardo saverin 300 (Foto: Huffington Post)Senadores atacam Saverin, mostra capa do
    'Huffington Post' (Foto: Huffington Post)
    O brasileiro cofundador do Facebook, Eduardo Saverin, que renunciou à sua cidadania norte-americana, foi acusado por dois senadores dos Estados Unidos nesta quinta-feira (17) de tê-lo feito para evitar impostos sobre os lucros do Facebook nos mercados de ações.
    "É enfurecedor ver alguém vender o país que o recebeu de braços abertos, protegeu-o, educou-o e ajudou-o a se tornar milionário", disse o senador Charles Schumer à imprensa. "Queremos impedir esse estratagema".
    Em uma nota enviada por seu porta-voz, Saverin disse que pagará "centenas de milhões de dólares em impostos ao governo norte-americano".
    "Eu paguei e continuarei a pagar quaisquer impostos sobre tudo que lucrei enquanto cidadão norte-americano", diz a nota. "É lastimável que minha escolha pessoal tenha gerado um debate público, baseado não em fatos, mas somente em especulação e informações falsas".
    Saverin disse que sua decisão de renunciar à sua cidadania norte-americana e se mudar para Cingapura se baseou somente "em meu interesse em trabalhar e viver em Cingapura, onde resido desde 2009".
    O Facebook vai levantar bilhões de dólares numa oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) que poderia gerar grandes impostos, estimados em 67 milhões de dólares, sobre o ganhos de Saverin, que ainda é parcialmente dono da empresa.
    Brasileiro, Saverin foi educado nos Estados Unidos e se tornou um cidadão norte-americano. Durante seus estudos universitários, ele foi cofundador do Facebook junto a Mark Zuckerberg e outros.
    Saverin vive hoje em dia em Cingapura, cuja legislação não inclui impostos sobre ganhos de capital. O imposto a longo prazo sobre ganhos de capital nos Estados Unidos é de, no mínimo, 15%.
    Schumer e o senador Bob Casey, ambos membros do Partido Democrata, disseram que vão propor legislações com o fim de atacar o que veem como uma maneira de expatriados evitarem impostos.
    A lei presumiria que expatriados com patrimônio de US$ 2 milhões ou mais, cujo valor médio pago em impostos tenha superado US$ 148 mil nos últimos cinco anos, renunciaram a sua cidadania com o objetivo de evitar impostos.
    Esses expatriados de alta renda teriam uma chance de provar o contrário ao Internal Revenue Service (a Receita Federal dos EUA), mas, se não forem bem sucedidos, teriam de enfrentar taxação de 30% em futuros ganhos sobre investimentos, não importando onde residam.
    Caso não paguem esses impostos, seriam proibidos de reentrar nos Estados Unidos.