sábado, 4 de junho de 2016

Aos 74 anos, morre Muhammad Ali, lenda eternizada na história do boxe

Foto extraída do Documentário, Eu sou Ali.

Três vezes campeão mundial dos pesos-pesados e considerado o maior nome do esporte, ex-boxeador lutava bravamente há três décadas contra o Mal de Parkinson.

Por Scottsdale, Estados Unidos
Morre o homem, e fica a lenda. Faleceu no fim da noite desta sexta-feira nos Estados Unidos (já madrugada de sábado no Brasil) Muhammad Ali, considerado por muitos o maior boxeador de todos os tempos. Aos 74 anos, o ex-campeão mundial dos pesos-pesados perdeu para o Mal de Parkinson a luta mais difícil de sua vida, deixando para sempre um vazio no esporte mundial. O falecimento do genial Ali foi confirmado por Bob Gunnell, porta-voz da família 


- Depois de uma batalha de 32 anos contra a doença de Parkinson, Muhammad Ali faleceu com a idade de 74 anos. O tricampeão mundial dos pesos-pesados morreu esta noite. A família gostaria de agradecer a todos por seus pensamentos, orações e apoio, e pede privacidade neste momento - informou Gunnell.

Muhammad Ali (Foto: Reuters)A história se Ali fica perpetuada no Boxe e no esporte mundial (Foto: Reuters)


Tão firme como aguentou as pancadas que levou dentro dos ringues sem nunca ter sofrido um nocaute na carreira, Muhammad Ali também suportou por décadas uma doença degenerativa que afeta os neurônios, o Mal de Parkinson. Derrotado pela paralisia apenas aos 74 anos após muitas lutas e vitórias na vida profissional e pessoal, essa lenda do boxe mundial tem seu nome eternamente gravado na história do esporte, seja por suas atitudes exemplares ou pelo seu cartel de campeão, com 57 vitórias, sendo 37 delas por nocaute, e 5 derrotas.


Nascido na cidade de Louisville, em Kentucky, nos Estados Unidos, com o nome de Cassius Marcellus Clay Jr, ele deu seus primeiros socos no boxe quando tinha 12 anos de idade, em 1954. Na época, teve sua bicicleta nova vermelha e branca, presente do pai, roubada. Ao com encontrar o policial Joe Martin, que também era treinador de boxe, disse que daria uma surra no ladrão e ouvi: “Antes disso, é melhor você aprender a boxear”. O garoto Cassius não perdeu tempo, e depois de seis meses treinando com Martin, venceu sua primeira luta de boxe. 
Muhammad Ali (Foto: Reuters)Um boxeador incomparável, à frente de seu tempo (Foto: Reuters)
Ainda como amador, Cassius Clay conseguiu seu primeiro grande feito aos 18 anos, quando conquistou a medalha de ouro na Olimpíada, na categoria meio-pesado, ao ganhar na final do experiente polonês Zbigniew Pietrzykowski. Na volta aos EUA, apesar de ter sido recebido com festa por uma multidão em sua cidade-natal, um episódio marcante impulsionou sua batalha pelos direitos dos negros e igualdade racial. Em sua biografia, ele conta que entrou em um restaurante cheio de brancos e pediu um hambúrguer, mas a funcionário se negou a servi-lo. “Sou Cassius Clay, campeão olímpico”, explicou, mas de nada adiantou. A alegria deu lugar à decepção, e o boxeador acabou jogando a sua medalha olímpica no Rio Ohio.
Já como profissional, na ocasião com 19 vitórias em 19 lutas, Cassius chega para enfrentar o favorito Sonny Liston em 1964, vence no sétimo assalto em Miami, se torna campeão mundial dos pesos-pesados e grita: “Eu sou o maior”. Pouco depois disso, chegou a se aliar a Malcom X, defensor do nacionalismo negro, e também anunciou ter se convertido à religião islâmica, mudando o seu nome para Muhammad Ali. Em 1967, uma polêmica fez Ali perder o título mundial e ficar afastado do boxe por três anos. Ele se recusou a servir o exército americano na Guerra do Vietnã e ainda fez críticas ao envio de militares para o conflito com os vietcongues.
Muhammad Ali (Foto: Reuters)Muhammad Ali enfrenta Richard Dunn luta pelo título mundial em Munique 1976 (Foto: Reuters)

Ali voltou a lutar em 1970 e recuperou o cinturão, mas um ano depois perdeu para Joe Frazier, em um duelo épico de 15 rounds decidido pelos juízes em Nova York. Na sequência, venceu Ken Norton, George Chuvalo Floyd e a revanche contra Joe Frazier, antes de ter a chance de desafiar George Foreman para recuperar o posto de número 1 do mundo. No dia 30 de outubro de 1974, em Kinshasa, capital do antigo Zaire (hoje República Democrática do Congo), Muhammad Ali apanhou quase a luta toda do então jovem Foreman, que demonstrava força diante da velocidade e técnica do adversário. Mas Ali não se abalou. Com personalidade forte e contando com o apoio da torcida africana, provocava Foreman, aguentou os socos e surpreendeu no oitavo round, ao derrubar o oponente com um potente golpe e ganhar por nocaute a "Luta do Século". 
Muhammad Ali (Foto: Reuters)O incontestável talento era acompanhado da irreverência, uma marca registrada (Foto: Reuters)
Outra luta histórica foi a chamada Thrilla in Manilla, nas Filipinas, quando derrotou novamente Joe Frazier em 1975. Na sequência, perdeu o título de campeão do mundo em 1978 para Leon Spinks, mas recuperou sete meses depois ao bater o mesmo lutador, antes de anunciar a aposentadoria em 1979. Muhammali Ali acabou ainda voltando aos ringues em mais duas oportunidades, mas perdeu para Larry Holmes em 1980 e para Trevor Berbick em 1981, antes de pendurar as luvas de vez.
Já fora do boxe, Ali revelou que sofria do Mal de Parkinson em 1984, e usou sua fama para ajudar nas pesquisas para buscar uma cura para a doença, inclusive fazendo tratamento com células tronco. Mesmo doente, rodou o mundo, teve encontros com líderes políticos, fez ações beneficentes e levou sua mensagem de paz e igualdade.  Em 1996, foi homenageado e acendeu a pira dos Jogos Olímpicos de Atlanta, além de ter sido presenteado com uma réplica da medalha olímpica que jogou fora em 1960. Em 2005, desembolsou milhões para construir o Muhammad Ali Center, em Louisville, um centro cultural com atividades para inspirar crianças e adultos e perpetuar os seus princípios.
George Foreman x Muhammad Ali (Foto: Agência AP)Ali nocauteia George Foreman e vence a Luta do Século (Foto: Agência AP)

Ali ganhou diversos prêmios e condecorações pelos seus feitos e foi eternizado em livros e filmes. Já com a saúde debilitada nos últimos anos, não resistiu e acabou morrendo agora em 2016. O enorme legado que deixou, pode ser representado por algumas de suas frases inspiradoras. 
- Eu odiava cada minuto dos treinos, mas dizia para mim mesmo: Não desista! Sofra agora e viva o resto de sua vida como um campeão. 
- Aquele que não tem coragem suficiente para aceitar riscos, não irá conquistar nada na vida. 
Muhammad Ali ficou o tempo inteiro sentado em uma cadeira (Foto: Divulgação/Universidade de Louisville)Depois de 32 anos, Ali enfim perdeu a luta para o Mal de Parkinson (Foto: Divulgação/Universidade de Louisville)

- Impossível é apenas uma grande palavra usada por gente fraca que prefere viver no mundo como está em vez de usar o poder que tem para mudá-lo. Impossível não é um fato, é uma opinião. Impossível não é uma declaração, é um desafio. Impossível é hipotético. Impossível é temporário. 
- Quanto mais nós ajudamos os outros, mas nós ajudamos a nós mesmos. 
- Se minha mente pode conceber isso e meu coração pode acreditar, então eu posso alcançar isso.
Muhammad Ali (Foto: Reuters)O esporte perde um dos maiores de todos os tempos, mas a lenda Muhammad Ali seguirá viva para sempre (Foto: Reuters)
O seu comentário é muito importante. Obrigado.

http://globoesporte.globo.com/boxe/noticia/2016/06/morre-aos-74-anos-muhammad-ali-uma-lenda-na-historia-do-boxe.html

sexta-feira, 3 de junho de 2016

DeepText: Inteligência artificial do Facebook analisa o que você escreve




quinta-feira, 2 de junho de 2016

Veja 6 competências importantes para conseguir um novo emprego


Segundo especialista, algumas características ajudam a 'aparecer'.
Candidato que sabe se vender e conhece a empresa ganha pontos.


PAT recebe habitantes de Itu que buscam uma oportunidade no mercado profissional (Foto: Divulgação)PAT de Itu cheio de profissionais que procuram
emprego  (Foto: Divulgação)
Com as empresas com o orçamento curto para novas contratações e com cada vez mais profissionais disputando a mesma vaga de emprego, o que os candidatos precisam ter ou fazer para 'aparecer' e aumentar suas chances de recolocação?
Segundo Patrícia Sampaio, especialista em RH na Vagas.com, os profissionais precisam dominar algumas competências para ser visto e se destacar entre tantas opções.
"O candidato deve fazer como um bom vendedor: estudar o produto, mercado e como torná-lo mais atraente e competitivo. No universo on-line, a riqueza de informações contribuirá para que ele seja encontrado", afirma Patricia.
Veja abaixo 6 competências para se recolocar no mercado:
1) Vendedor
Em tempos de economia estagnada, o papel do vendedor tem função mais que estratégica. Ele pode contribuir muito para que a empresa reaja às dificuldades de mercado. O candidato deve saber vender sua imagem e comunicar seus atributos e profissionalismo. "Mas é importante ser sincero. Não faça uma falsa propaganda pois um entrevistador habilidoso conseguirá perceber", diz Patrícia. 

2) Analista de custo e orçamento
A dificuldade do desempregado começa a partir do momento em que as pessoas têm de lidar com um orçamento mais apertado. "O profissional não deve procurar emprego quando as reservas financeiras estiverem acabando. Ele deve encarar a procura por uma nova oportunidade como uma atividade de sua nova rotina”, diz Patrícia.

Segundo Patrícia, o profissional deve estar preparado caso sua recolocação não aconteça no patamar salarial anterior.  "Quem nunca ouviu que é necessário 'fazer mais com menos?' Isso significa buscar eficiência e boa administração de recursos. E o profissional precisa aprender a fazer isso na sua vida pessoal e saber utilizar esse conceito na empresa também”.
3) Relações públicas
Dominar esse tipo de competência é essencial no processo de recolocação, já que o candidato deve aproveitar ao máximo sua rede de contatos e ativá-las com bastante precisão. "Vale o networking com ex-patrões, encontro com amigos, contato pelo Facebook", diz Patrícia.

Segundo ela, o esforço só será recompensado se o profissional tiver bom histórico e boa reputação. "Se ele foi um bom profissional, as pessoas lembrarão disso e seu retorno ao mercado ficará mais fácil", conta.
4) Psicólogo
Manter a mente equilibrada e ter foco para se recolocar são exercícios que precisam ser praticados constantemente pelo candidato a uma nova vaga. É muito comum que a autoestima seja abalada ao longo de um período de desemprego e isso pode atrapalhar na busca por uma nova oportunidade.

Patrícia lembra que o candidato deve criar uma rotina, um ritmo para o dia a dia, além de se manter atualizado e em contato com pessoas.
5) Gestor de mídias sociais
A rede social pode ajudar ou atrapalhar a busca. É muito comum que as empresas acessem o perfil dos candidatos e é importante que o profissional analise se o seu perfil o favorece ou não.

"As redes sociais podem ser aliadas também como fonte de informação das empresas para saber o que são, o que fazem, como se relacionam com seus clientes e consumidores. Num momento de pré-entrevista, por exemplo, dar uma olhada na página da empresa vai ajudar bastante", lembra Patrícia.
6) Especialista em RH
Durante o processo seletivo, o candidato precisa buscar informações sobre a empresa também. A escolha é mútua: a empresa escolhe, mas as pessoas também escolhem. "Busque entender o que a empresa faz, que valor ela entrega para a sociedade, como se relaciona com seus clientes e fornecedores e quais desafios tem pela frente", afirma Patrícia.
http://g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/2016/06/veja-6-competencias-importantes-para-conseguir-um-novo-emprego.html




O seu comentário é muito importante. Obrigado.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Se estivesse viva, Marilyn Monroe estaria completando 90 anos



Um dos maiores símbolos sexuais de Hollywood, que por trás da couraça de uma loura arrebatadora, escondia uma fragilidade à flor da pele, produto de uma infância cujos fantasmas nunca conseguiu escapar, o mito Marilyn Monroe completaria 90 anos de idade nesta quarta-feira (1).
Homem olhando estátua de cera de Marilyn Monroe em museu em Seul (Foto: Kim Hong-ji/Reuters)Homem olhando estátua de cera de Marilyn Monroe em museu em Seul (Foto: Kim Hong-ji/Reuters)
"Morreu com 36 anos deixando um império fascinante", disse à Agência Efe Martin Nolan, diretor-executivo da Julien's Auctions, a casa que lançou um leilão histórico de objetos pertencentes à diva em comemoração do seu 90º aniversário.
"Ela teve uma infância muito difícil. Cresceu em orfanatos enquanto sua mãe foi internada em um hospital psiquiátrico. Nunca conheceu seu pai. Se casou três vezes, mas nunca encontrou a lealdade nem a proximidade de seus maridos. Escrevia poesia para tentar fugir de sua realidade", contou Nolan, profundo conhecedor da vida da artista.
"Era extremamente vulnerável e insegura", acrescentou. "Por isso, para conseguir a fama, criou essa personalidade de mulher explosiva, voluptuosa e sexual. Ergueu sua própria empresa e fez seus próprios filmes. No final, queria escapar de tudo o que tinha alcançado, mas era grande demais", opinou.
A atriz interpretou inúmeras personagens "loiras burras" em Hollywood, mas não foi uma delas.
Marilyn conquistou três Globos de Ouro - um como melhor atriz de comédia por "Quanto Mais Quente Melhor" (1959) e outros dois honorários como a atriz favorita do público -, foi indicada em duas ocasiões ao Bafta britânico - como melhor atriz estrangeira, por "O Pecado Mora ao Lado" (1955) e "O Príncipe Encantado" (1957) - e deixou suas marcas na Calçada da Fama de Hollywood em 1960.
Sua estrela continua sendo uma das mais procuradas e fotografadas pelos curiosos.
Norma Jeane Mortenson, filha de Gladys Monroe e Edward Mortensen, nasceu no dia 1º de junho de 1926 no hospital do condado de Los Angeles, situado em Boyle Heights, um bairro da classe operária.
Após uma infância dentro de orfanatos, se casou aos 16 anos com James Dougherty, um trabalhador da empresa aeroespacial Lockheed Corporation. O casamento durou apenas quatro anos e eles se divorciaram em 1946, momento no qual 'Jeane' começou a trabalhar como modelo de trajes de banho e a "oxigenar" seu cabelo comprido dando origem à perfeita mistura de inocência e sexo.
Algumas daquelas imagens publicadas nas revistas chamaram a atenção de Howard Hughes, presidente da RKO Pictures, que lhe ofereceu sua primeira audição. Aconselhada pelo agente Ben Lyon, preferiu ouvir a proposta do estúdio rival 20th Century-Fox e assinou seu primeiro contrato: US$ 125 por semana por um período de seis meses. O mito começava a dar seus passos.
A atriz adotou o sobrenome Monroe por ser o da família de sua mãe e se impôs o nome artístico de Marilyn em lembrança de Marilyn Miller, uma das atrizes prediletas de Lyon.
Pouco podia imaginar então que a sessão de fotos que fez nua em 1949 alcançaria um status lendário após sua publicação nas páginas da revista "Playboy" quatro anos depois, o que coincidiu com o começo de seu namoro com a lenda do beisebol Joe DiMaggio.
Marilyn e DiMaggio se casaram em 1954 em plena efervescência artística para a atriz com "Torrente de Paixão", "Os Homens Preferem as Louras" e "Como Agarrar um Milionário".
Nem sequer seu rapidíssimo divórcio de DiMaggio - o casamento não durou mais de nove meses - afetou sua imagem e, com "O Pecado Mora ao Lado", demonstrou de novo sua inegável veia cômica e deixou para a lembrança algumas das cenas imortais do cinema.
No entanto eram cada vez mais frequentes as queixas dos estúdios sobre seu comportamento nos bastidores.
Marilyn chegava atrasada para as filmagens, argumentava supostas doenças para se ausentar e travava uma queda de braço com o objetivo de atormentar produtores, diretores e atores, enquanto aumentavam os rumores sobre romances com diversas celebridades da época.
Apesar disso, ela lutou para demonstrar que podia ser considerada uma atriz séria no filme "Nunca Fui Santa" (1956), no qual conheceu e acabou casando com o dramaturgo Arthur Miller, que soube encaminhá-la e fazer com que brilhasse como nunca.
Assim chegou ao célebre "Quanto Mais Quente Melhor", ao lado de Tony Curtis e Jack Lemmon.
Após seu divórcio de Miller, em 1960, Marilyn rodou seu último filme: "Os Desajustados" (1961), que marcou também o adeus de Clark Gable, outra lenda de Hollywood.
Ninguém poderia prever sua morte naquele fatídico 5 de agosto de 1962, vítima de uma overdose de barbitúricos em sua residência de Brentwood (Califórnia).
Morreu sozinha, atormentada por suas depressões e deixando essa eterna imagem de glamour e sensualidade, à qual sempre acompanhará uma imperturbável imagem de misticismo.
http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2016/06/se-estivesse-viva-marilyn-monroe-estaria-completando-90-anos.html
https://www.emaze.com/@ALCZWFZO/marilyn-monroe--copy1

terça-feira, 31 de maio de 2016

Documento para guiar 'cinquentinha' passará a ser exigido; conheça tipos



A exigência por habilitação para conduzir as motos conhecidas como "cinquentinhas"  começa a valer nesta quarta-feira (1º) em todo o Brasil. Quem descumprir cometerá infração gravíssima, com multa de R$ 574,62 (o valor é multiplicado por 3) e apreensão do veículo.
Para guiar "cinquentinha" será preciso ter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A, para motos, ou a chamada ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotores), um documento pouco conhecido do público e que tem baixíssima procura.
Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), até o fim de fevereiro, havia apenas 678 ACCs emitidas no país contra mais de 25 milhões de CNHs na categoria A. O Nordeste concentra os emplacamentos das "cinquentinhas", mas, em Pernambuco, por exemplo, ninguém tirou ACC desde que ela foi liberada, há 8 meses.
"As próprias autoescolas induzem ao usuário a tirar a habilitação A, dizendo ser mais atrativa”, afirma Charles Ribeiro, diretor do Detran de Pernambuco e membro da Associação Nacional dos Detrans. A CNH do tipo "A" permite guiar qualquer tipo de moto, enquanto a ACC é restrita aos ciclomotores, ou seja, modelos de até 50 cc.
Curso mais curto
Por outro lado, tirar a ACC é mais rápido, porque são exigidas menos horas-aula.
Mas a maioria dos Detrans cobra os mesmos valores para emissão da CNH (veja ao fim da reportagem).
E nem todas as autoescolas estão prontas para dar o curso para ACC, admite Ribeiro, apesar de o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) ter adiado em 3 meses a aplicação de multa aos não-habilitadosjustamente para que os Centros de Formação de Condutores (CFCs) se preparassem.
Veja abaixo mais detalhes da ACC e compare com a CNH. Ao fim da reportagem, saiba a situação em cada estado.
ACC (AUTORIZAÇÃO PARA CONDUZIR CICLOMOTORES)
ACC é igual a CNH, mas campo assinalado deverá ser preenchido (Foto: Detran-SP)ACC é igual a CNH, mas campo assinalado deverá ser preenchido (Foto: Detran-SP)

Ciclomotores cinquentinhas (Foto: G1)
Documento emitido pelo Detran que permite rodar com as cinquentinhas, que são motos com motor de até 50 cc. Com a ACC, não é permitido guiar motos mais potentes.
Ela tem o mesmo visual da CNH: em todas as carteiras de habilitação existe um campo chamado ACC, que será preenchido (para quem tem a CNH ele costuma ter uma tarja preta).



Ciclomotores cinquentinhas (Foto: G1)
O processo é semelhante ao da obtenção da CNH, com curso e provas teórica e prática.

Mas o curso de ACC é mais rápido. No caso das cinquentinhas, são 20 horas/aula no curso teórico e 10 horas/aula para a parte prática.

Enquanto isso, para tirar a habilitação A são necessárias 45 horas/aula de teoria e 20 horas/aula de prática.

Ciclomotores cinquentinhas (Foto: G1)
Segundo levantamento do G1(veja ao fim da reportagem), na maioria dos estados as taxas cobradas pelos Detrans para emissão da ACC têm os mesmos valores da emissão da CNH do tipo A.
Em alguns estados do Nordeste, como Pernambuco, as taxas são menores.
“Em Pernambuco, Paraíba e Alagoas estamos autorizando o condutor a usar o seu próprio ciclomotor no curso, o que também ajuda na questão de preço”, diz Charles Ribeiro, diretor do Detran de Pernambuco e membro da Associação Nacional dos Detrans.
Além do valor da taxa de emissão, que é fixado pelos Detrans, são cobrados ainda os cursos da autoescola e exames médico e psicotécnico.

Ciclomotores cinquentinhas (Foto: G1)
Não. A maioria dos estados estão emitindo os ACCs (veja levantamento ao fim da reportagem), mas, mesmo aqueles que já estão aptos a fazer o documento declaram que a procura é muito baixa, como o caso do Detran-PE.


CNH (CARTEIRA NACIONAL DE HABILITAÇÃO)
Ciclomotores cinquentinhas (Foto: G1)
Com a CNH da categoria A é permitido conduzir qualquer tipo de moto, enquanto a ACC é restrita às "cinquentinhas".

Por ser mais procurada e mais comum que a ACC, é mais fácil encontrar Centros de Formação de Condutores (CFCs) que ofereçam esse curso e todos os Detrans do país emitem esse documento.
Algumas autoescolas também fazem promoções para quem tira a CNH na categoria B (para carros) tirar também a de moto, por um custo menor.

Ciclomotores cinquentinhas (Foto: G1)
É preciso consultar o Detran do estado para saber se as taxas cobradas para CNH são maiores do que para ACC. Consulte também o valor cobrado pelas autoescolas, que não é tabelado.
Outra questão é que o curso para obter a carteira de habilitação é mais demorado, o que pode encarecê-lo: são necessárias 45 horas/aula de teoria e 20 horas/aula de prática. Para a ACC, são 20 horas/aula no curso teórico e 10 horas/aula para a parte prática.
Cerco às 'cinquentinhas'
Além da exigência de documentação, os condutores de "cinquentinhas" também estão sendo cobrados pelo licenciamento dessas motos. Até pouco tempo, uma grande parte delas rodava sem placa. Isso porque a legalização ficava por conta das prefeituras e muitas alegavam que não tinham como dar conta do serviço.
Em julho passado, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) mudou a regra e determinou que os Detrans deveriam emplacar os ciclomotores. Por causa disso, os licenciamentos de "cinquentinhas" aumentaram 280% em 2015, na comparação com o ano anterior.

Veja as taxas cobradas pelos Detrans para emitir os documentos e quais têm ACC:

Acre
Está expedindo ACC? Não.
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos): R$ 114,52
Alagoas
Está expedindo ACC? Sim
Taxa de emissão da ACC: R$ 168,84
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos): R$ 168,64

Amapá
Está expedindo ACC? Não
Taxa de emissão da ACC: não definida
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos): R$ 200
Exame de avaliação psicológica - R$ 130
Exame médico: R$ 130
Licença de aprendizagem de direção de veículo: R$ 40
Total para CNH: R$ 500 (não inclui valor de aulas)

Amazonas
Detran não enviou as informações

Bahia
Está expedindo ACC? Sim, mas ainda não houve procura
Taxa de emissão da ACC: R$ 158
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos): R$ 132
Exame de avaliação psicológica: R$160
Exame médico: R$120
Licença de aprendizagem de direção de veículo - R$ 82
Ceará
Está expedindo ACC? Sim, mas ainda não houve procura
Taxa de emissão da ACC: R$ 59,11
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos): R$ 59,11
Exame psicotécnico: R$ 66,50
Exame médico: R$ 77,58
Licença de aprendizagem de direção de veículo: R$ 18,47
Biometria: R$ 40,64
Exame teórico: R$ 40,64
Exame prático: R$ 44,33
Confecção da CNH: R$ 29,55
Postagem: R$ 11,06
Total – R$ 387,89 (não inclui valor de aulas)
Distrito Federal
Está expedindo ACC? Sim
Taxa de emissão ACC: R$ 80
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos): R$ 80
Exame de avaliação psicológica: R$ 160
Exame médico: R$ 105
Licença de aprendizagem de direção de veículo: R$ 28

Espírito Santo
Está expedindo ACC? Sim
Taxa de emissão ACC: R$ 319,02
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos): R$ 319,02

Goiás
Está expedindo ACC? Não houve procura
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos): R$ 177,22
Exame de avaliação psicológica: R$ 90
Exame médico: R$ 80
Licença de aprendizagem de direção de veículo - R$ 37,31
Total - R$ 384,53 (não inclui valor de aulas)

Maranhão
Está expedindo ACC? Sim
Taxa de emissão da ACC: R$ 174,76
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos): R$ 174,76

Mato Grosso
Está expedindo ACC? Não, pois não há CFC credenciado para o curso
Taxa de emissão de ACC: R$ 136,4
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos): R$ 136,4
Exame de avaliação psicológica: R$ 121,40
Exame médico: R$ 79,80
Não existe taxa para emissão da Licença de Aprendizagem de Direção Veicular

Mato Grosso do Sul
Está expedindo ACC? Sim
Taxa de emissão ACC: R$ 51,98
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos): R$ 51,98
Minas Gerais
Está expedindo ACC? Sim
Taxa de emissão ACC: R$ 60,22
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos): R$ 60,22

Pará
Está expedindo ACC? O Detran não informou
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos): R$ 181
Exame médico: R$ 87,73
Exame psicotécnico: R$ 117,98
Serviços bancários: R$ 4,84

Paraíba
Está expedindo ACC? Não houve procura
Taxa de emissão ACC: R$ 46,60
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos): R$ 233,01
Licença para aprendizado de direção veicular (ACC): R$ 7,17
Licença para aprendizado de direção veicular (CNH): R$ 36,30
Total para ACC: R$ 53,77 (não inclui valor de aulas)
Total para CNH: R$ 269,31 (não inclui valor de aulas)
Taxas para condução de motocicleta (A)
Permissão para dirigir (PPD) ou adição de categoria na CNH - R$ 233,01
Licença para Aprendizado de Direção Veicular (LADV) - R$ 36,30 (taxa paga depois de aprovado na prova de legislação, quando for iniciar as aulas práticas de direção)
Total - R$ 269,31
Paraná
Está expedindo ACC? Sim
Taxa de emissão ACC: R$ 74,89
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos): R$ 74.89

Pernambuco
Está expedindo ACC? Sim
Taxa de emissão ACC: R$ 25
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos): R$ 126

Piauí
Está expedindo ACC? Sim
Taxa de emissão ACC: R$ 209,30
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos): R$ 209,30
Exame de avaliação psicológica: R$ 75
Exame médico: R$ 65
Licença de aprendizagem de direção de veículo: R$ 23,92
Total: R$ 373,22 (não inclui valor de aulas)

Rio de Janeiro
Está expedindo ACC? Sim
Taxa de emissão ACC: R$ 253,94
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos): R$ 253,94
Exame de avaliação psicológica - Exame psicológico custa R$ 100
Exame médico: R$ 70
Total: R$ 423,94  (não inclui valor de aulas)

Rio Grande do Norte
Está expedindo ACC? Sim
Taxa de emissão ACC: R$ 81
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos): R$ 81

Rio Grande do Sul
Está expedindo ACC? Sim
Taxa de emissão ACC: R$ 48,64
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos): R$ 48,64

Rondônia
Está expedindo ACC? Sim
Taxa de emissão da ACC: R$ 900
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos): R$ 900

Roraima
Está expedindo ACC? Não
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos): R$ 109,22
Exame de avaliação psicológica: R$ 100
Exame médico: R$ 100
Licença de aprendizagem de direção de veículo: R$ 820 (segundo o Sindicato de Despachantes e Autoescolas do estado)

Santa Catarina
Está expedindo ACC? Não, porque não há CFC cadastrado para o curso
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos):
Exame de avaliação psicológica: R$ 60,49
Exame médico: R$ 60,49
Exame teórico: R$ 50,44
Exame prático: R$ 50,44
Licença de aprendizagem de direção veicular: R$ 50,44

São Paulo
Está expedindo ACC? Não
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos): R$ 38,86

Sergipe
Está expedindo ACC? Sim
Taxa de emissão ACC: R$ 167,84
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos): R$ 167,84
Exame de avaliação psicológica  R$ 101,20
Exame médico: R$ 77,40
Licença de Aprendizagem de Direção de Veículo: R$ 25,95
Prova Teórica: R$ 25,95
Prova Prática: R$ 51,90

Tocantins
Está expedindo ACC? Sim
Taxa de emissão da ACC: R$ 178,23
Taxa de emissão da CNH categoria A (motos): R$ 175

* Colaboraram: G1 AM, G1 AC, G1 AL, G1 AP, G1 BA, G1 CE, G1 DF, G1 ES, G1 GO, G1 MA, G1 MG, G1 MS, G1 MT, G1 PA, G1 PB, G1 PE, G1 PI, G1 PR, G1 RJ, G1 RN, G1 RO, G1 RR, G1 RS, G1 SC, G1 SE e G1 TO.
tópicos:




http://g1.globo.com/carros/motos/noticia/2016/05/documento-para-guiar-cinquentinha-passara-ser-exigido-conheca-tipos.html





O seu comentário é muito importante. Obrigado.