terça-feira, 23 de outubro de 2012

Diretor do BC diz que falta transparência sobre o que clientes pagam aos bancos

 

Cinco anos depois de padronizar e limitar as tarifas que os bancos podem cobrar, o Banco Central agora está de olho nos valores dos serviços reunidos nos pacotes e disseminados entre os clientes.

Em entrevista à Folha, o chefe do Departamento de Normas do BC, Sérgio Odilon, explica que o objetivo é ver se há distorções entre os valores das tarifas divulgados pelos bancos e o cobrado de fato.

Caixa Econômica Federal reduz tarifas para instituições de ensino superior
Itaú segue bancos públicos e reduz tarifas de serviços

Os pacotes oferecidos pelas instituições, segundo ele, dificultaram a avaliação do resultado das mudanças promovidas pelo governo.

Ele afirma que não é objetivo tabelar ou intervir no mercado. Diz ainda que os clientes precisam tratar os bancos como qualquer outro estabelecimento comercial, reclamando se algo não foi satisfatório e denunciando vendas casadas. Odilon alerta, também, para as ofertas na hora da portabilidade.

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Folha - Qual a avaliação da regulamentação das tarifas bancárias?
Sérgio Odilon - Antes de 2007, as regras eram muito pontuais. Os bancos eram livres para cobrar as tarifas que quisessem. No site do BC havia mais de 80 tarifas. Era algo impossível de comparar, seja pela quantidade ou porque cada banco chamava o mesmo serviço de nomes diferentes. Não havia padronização. Agora, há. E isso não há em nenhum lugar do mundo, somos pioneiros.

Hoje são quantas tarifas?
Nos serviços prioritários (90% das operações), o número de tarifas caiu de 80 para 19.

São quatro áreas: serviços essenciais, onde não há cobrança ou a cobrança é limitada, como no caso das folhas de cheque; serviços prioritários, o foco da padronização; serviços especiais, aqueles em que outra norma determina que pode haver cobrança, como a tarifa para avaliação de imóvel no crédito imobiliário; e serviços diferenciados, como aluguel de cofre.

O fato é que a receita de tarifa não vai pagar a conta dos bancos.

As tarifas não estão elevadas?
O CET (Custo Efetivo Total), que criamos, é vital para o cliente checar o que é cobrado. Numa operação de crédito, a tarifa é um elemento. Há imposto e outros custos. Isso, traduzido ao ano, dá uma taxa de juro, que é o custo efetivo.

Por isso, na portabilidade orientamos para ter cuidado. O banco pode te atrair com taxa de juros menor, mas cobrar uma série de outras coisas. Pior: em outros, serviços pode cobrar uma taxa de administração muito maior num fundo de investimento, remunerar menos num CDB, e você acaba perdendo. Faça a conta. O cliente tem que fazer a conta, ele é o dono do dinheiro.

Os bancos divulgam o CET?
Os clientes podem e devem cobrar e não esperar que os bancos saiam anunciando, porque isso eles não vão fazer. O que esperamos é que o cliente tenha ciência do instrumental que existe, que é gigantesco e referência no mundo, e use.

Mas os bancos não são obrigados a divulgar o CET?
Todos divulgam? Acho que não. Por que a dificuldade? Porque tem uma rede gigantesca de agentes. Se a pessoa pedir, ele é obrigado a dar. Se negar, tem que fazer reclamação na ouvidoria do banco, vir ao BC.

Temos convicção que só por meio da transparência e do estímulo à concorrência é que se pode fazer com que os preços caiam e os serviços sejam mais justamente cobrados. E quem faz esse papel? A norma? Não. A norma é o veículo, quem faz esse papel é o cidadão.

Está descartada qualquer intervenção para definição de tarifas?
Essa não é a filosofia que norteia o nosso trabalho. Estamos num sistema de livre iniciativa. Não temos a pretensão de fazê-lo. Não conhecemos o negócio de cada banco. São 2.500 instituições diferentes, e cada uma tem um custo. Não sou eu que vou determinar isso. É o cliente. É devagar? É, ele precisa comparar.

Mas isso está ocorrendo?
Temos uma tabela com os cinco serviços básicos --cheque, saque, extrato, transferência e cadastro-- que respondem por 90% dos serviços utilizados. Os bancos declaram o que cobram ao BC e colocam no site deles. Onde está o detalhe difícil de pegar? Pacote. O banco, em vez de cobrar tarifa por tarifa, oferece um pacote por mês. Teoricamente, o pacote é mais barato. Mas são milhões e não dá para colocar no site.

Não queremos mexer no negócio bancário. É o banco que tem condição de negociar. Mas o cliente tem de ver se o pacote oferecido é o que ele usa. Faça a conta, não é tão difícil.

Os bancos fazem vendas casadas. É preciso fazer cartão de crédito ou transferir sua conta para ter crédito imobiliário.
Pode denunciar [isso]. É inconstitucional. Isso afronta o Código de Defesa do Consumidor, e o banco não pode fazer.

Não é fácil resolver. O cliente está numa ansiedade imensa [para obter o crédito imobiliário]. Ele não vai procurar outro banco. É como na compra de automóvel, a pessoa sente o cheiro de carro novo, se anima e cai no conto... Banco não é diferente dos outros agentes econômicos.

O cliente precisa ter com o banco a mesma relação que tem com outra atividade comercial. Se você compra uma camisa, chega em casa e ela está furada, você volta para trocar na hora.

Com o banco não dá...
Com o banco o cliente não volta. Por isso, criamos a portabilidade e a regra de ouvidoria. Tem que reclamar com quem lhe presta serviço. O banco tem que dar um protocolo e um prazo para responder. Com esse protocolo que você reclamou, venha ao BC.

Onde está comprovado que a padronização estimulou a concorrência?
De cinco anos para cá, tivemos mais 40 milhões de clientes, a nova classe média. Entrou muita gente no mercado e aumentou a receita de banco. Tem que ponderar banco a banco. Temos isso. São estudos internos. Talvez o BC não fique muito confortável [em divulgar] porque são duas coisas: o valor declarado e o efetivo.

O banco diz uma coisa e cobra outra?
Pode ter um bancão que está entre os dez maiores e não se preocupa com tarifa porque o cliente dele é de outro nível (só tem pessoa jurídica ou milionários). Aí ele declara qualquer valor [de tarifa] e isso distorce toda a base.

Estamos trabalhando muito para tentar depurar e mostrar o impacto efetivo em cada uma das tarifas do sistema financeiro. Do declarado para o efetivo, [a diferença] é monumental. Os maiores interessados deveriam ser os próprio bancos. Se o efetivo, que é o pacote, é mais barato, eles deveriam estar falando. Mas não se tem essa informação.

Os bancos encontraram formas de driblar a regra?
Como modelo, achamos que [a regra atual] é perfeita. Temos que apurar melhor os pacotes. Não queremos impedi-los. Isso prejudicaria o consumidor. Mas como consigo obter melhores informações? O objetivo maior da regra não foi baixar tarifa. Foi corrigir a assimetria de informações e dar mais transparência. A derivada é a redução das tarifas.

Mas o modelo tem falhas?
Cinco anos depois, avaliamos que o modelo é perfeito. Ele estimulou a concorrência, permite a comparação e nenhuma tarifa nova que nos foi trazida para criar achamos que foi justificada. Tentamos agora entender quanto de fato está sendo cobrado por meio de pacote. Queremos entender os pacotes e melhorar a qualidade de estatísticas das tarifas.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1173362-diretor-do-bc-diz-que-falta-transparencia-sobre-o-que-clientes-pagam-aos-bancos.shtml

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

TSE faz pente-fino nas contas de 17 partidos

 

Após constatar uma fraude nas contas do PP, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) investiga as prestações de outros 16 partidos para apurar se houve desvios de recursos do fundo partidário.

Uma auditoria vasculha 60 processos com comprovantes dos gastos repassados à Justiça entre 2001 e 2009.

A Folha teve acesso à relação que é alvo do pente-fino do TSE. Além do PP, a análise atinge PDT (5 processos), PTB (5), PSB (4), PMDB (3), DEM (2), PSDB (1) e outros partidos menores.

A abertura da investigação foi determinada pela presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, no último dia 28.

O objetivo é apurar se o dinheiro do fundo partidário foi aplicado irregularmente ao mesmo tempo em que o TSE, por meio de um setor chamado Coordenação de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias, aprovou as prestações.

O fundo é constituído por verbas da União, multas, penalidades, doações e outros recursos. Neste ano, os partidos receberão R$ 324 milhões. Pela lei, a verba deve ser usada em atividades e no funcionamento da sigla.

A auditoria foi constituída depois da constatação de irregularidade nas contas de 2000 a 2005 do PP. Apesar de uma série de problemas, elas foram aprovadas pelo TSE.

O caso do PP também foi enviado para a Polícia Federal. Tanto a PF como TSE apuram a atuação do ex-coordenador de exame de contas do tribunal Wladimir Azevedo Caetano, hoje no Conselho Nacional de Justiça.

A auditoria do TSE já constatou que Caetano retirava das mãos de subordinados processos de prestação e aprovava as contas.

O tribunal suspeita que o desfalque do PP ultrapassa R$ 20 milhões. São irregularidades como notas frias e gastos alheios às atividades partidárias.

Um total de R$ 4,2 milhões se refere a documentos considerados "inidôneos" para justificar, em geral, pagamentos em espécie a pessoas não identificadas. Sem documento comprobatório, por exemplo, foi gasto R$ 1,4 milhão.

Relatório entregue à presidente do TSE diz que "conclui-se que o PP cometeu fraude processual" e induziu o tribunal a erro. Os ministros do TSE costumam seguir os pareceres da área técnica.

A rejeição da contas implica na suspensão do repasse mensal por até um ano, além de ressarcimento.

Editoria de arte/Folhapress

OUTRO LADO

Os dirigentes dos principais partidos afirmam desconhecer o teor da investigação.

O presidente do PMDB, Valdir Raupp disse acreditar não haver irregularidades nas contas do PMDB.

O presidente do PDT, Carlos Lupi, afirmou que as contas da sigla estão em situação regular. O do DEM, Agripino Maia, também disse que o partido não foi notificado.

Carlos Siqueira, 1º Secretário do PSB, disse que o partido está à disposição do TSE.

A assessoria do presidente do PP, Francisco Dornelles (RJ), disse não tê-lo localizado para falar. Os dirigentes PTB não foram encontrados. O PSDB não respondeu.

A Folha deixou recado no atual local de trabalho de Wladimir Caetano, mas não conseguiu falar com ele.

 

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1172921-tse-faz-pente-fino-nas-contas-de-17-partidos.shtml

domingo, 21 de outubro de 2012

Começa horário de verão; adiante seu relógio em uma hora

 

O horário de verão começou à meia-noite e, em algumas regiões do país, os relógios devem ser adiantados em uma hora a partir deste domingo (21).

O horário vale nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Tocantins, e vai até o dia 17 de fevereiro de 2013.

saiba mais

A mudança afeta o Distrito Federal e 11 estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais,Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiáse Tocantins. As regiões Norte e Nordeste não aderem.

O G1 preparou um guia para os usuários dos principais sistemas operacionais dos computadores e dispositivos móveis (acesse aqui).

Economia de energia
O objetivo do horário de verão é proporcionar uma economia de energia nos horários de pico, que vai das 18h às 21h, no período do ano em que os dias são mais longos e as noites, mais curtas.

A mudança no horário ajuda a reduzir o consumo em cerca de 5%. A economia deve chegar a R$ 280 milhões.

http://g1.globo.com/brasil/noticia/2012/10/comeca-horario-de-verao-adiante-seu-relogio-em-uma-hora.html

sábado, 20 de outubro de 2012

Saiba os salários dos vereadores em todas as capitais do país

 

Maior valor está no Rio, onde vereador recebe R$ 15.031,76 mais benefício.
Levantamento do G1 mostra benefícios recebidos nas câmaras municipais.

O salário de vereador mais alto do país entre as capitais está no Rio de Janeiro (R$ 15.031,76) e o menor, em Rio Branco (R$ 6.129), segundo levantamento do G1 junto às câmaras municipais (Veja tabela completa abaixo).

Além do salário, os vereadores contam com benefícios, como auxílio moradia, paletó, combustível, passagens aéreas e telefone. O vereador realiza o gasto, apresenta a nota justificando a despesa, e é reembolsado. A maioria também recebe verba de gabinete, para contratar assessores para auxiliá-lo.

No Rio de Janeiro, por exemplo, o vereador recebe auxílio gasolina (1 mil litros/mês), auxílio paletó (100% do salário, duas vezes por ano, um no início da Sessão Legislativa e outra ao final), tem direito a 20 cargos comissionados e 4 mil selos mensais.

O segundo salário mais alto está em Natal, onde o subsídio no Legislativo municipal é de R$ 15.019 -- a câmara local não informou se há verba indenizatória. Em Macapá, cada vereador tem salário de R$ 12 mil, sem verba de gabinete, seguido de Goiânia: R$ 11.082, com direito a 25 assessores, combustível (quantidade em litros por mês) e telefone (plano empresarial pós pago), e Curitiba, com salário de R$ 10.996,52.

Os subsídios dos vereadores são os únicos não fixados em lei e estão atrelados aos dos deputados estaduais. São determinados pelas câmaras com base na população do município e a Constituição. Em municípios de mais de 500 mil habitantes, por exemplo, corresponde a 75% do subsídio dos deputados estaduais que, por sua vez, não podem receber além de 75% do fixado aos ministros do Supremo Tribunal Federal, atualmente em R$ 26.723,13.

Segundo a Constituição Federal, a Câmara Municipal não pode gastar mais de 70% de sua receita com folha de pagamento, incluindo os subsídios dos vereadores, sob o risco de cometer crime de responsabilidade.

Leia o restanta da matéria em: http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2012/noticia/2012/10/saiba-os-salarios-dos-vereadores-em-todas-capitais-do-pais.html

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Fim do visto deve levar mais 300 mil brasileiros aos EUA

Os Estados Unidos vão receber 316 mil turistas brasileiros a mais todos os anos se o Brasil for incluído no programa de dispensa de visto.

Esse é o cálculo da US Travel Association, entidade que representa empresas de turismo norte-americanas e faz lobby pela dispensa do visto para os brasileiros.

A associação faz a estimativa com base no aumento no fluxo de turistas de outros países que já foram incluídos no programa de dispensa de visto para entrar no país.

O número de turistas brasileiros nos Estados Unidos deve chegar a 1,8 milhão neste ano, uma alta de 18% em relação a 2011, de acordo com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos.

Segundo o governo norte-americano, a espera para se marcar a entrevista do visto americano no Brasil caiu de 140 dias para um a dois dias neste ano, após a implementação de medidas como o aumento de funcionários, de consulados e dos horários de trabalho nos postos.

Editoria de arte/Folhapress

LEGISLAÇÃO

A US Travel Association aposta em uma proposta de lei tramitando no Senado americano para acelerar a inclusão do Brasil no programa de dispensa de vistos.

Hoje, os países precisam reduzir o percentual de candidatos a visto rejeitados para abaixo de 3% para conseguirem ser incluídos nos programas de dispensa de visto.

O Brasil tem taxa de rejeição de cerca de 3,8%. O projeto de lei Jolt Act, tramitando no Senado, aumenta esse índice para 10%.

A proposta é incluir países como Brasil, Chile, Polônia, Israel e Croácia no programa. Em 2008, o então presidente George W. Bush incluiu a República Tcheca, Estônia, Hungria, Látvia, Lituânia, Eslováquia e Coreia do Sul. Ao todo, 37 países estão hoje no programa.

RECIPROCIDADE

"O governo brasileiro precisa intensificar suas gestões junto ao governo americano para entrar no programa de dispensa de vistos", diz Patricia Rojas, vice-presidente de assuntos governamentais da US Travel Association.

"Hoje em dia, metade das viagens dos brasileiros para o exterior é para a União Europeia, que não exige vistos. Nós queremos receber parte desses turista, e eliminar o visto é a principal maneira", diz Patricia.

Se os Estados Unidos dispensarem os brasileiros de visto, o governo do Brasil terá de oferecer reciprocidade, eliminando os vistos para os turistas americanos.

"Portanto, o programa também aumentaria o número de turistas americanos vindo para a Olimpíada e a Copa do Mundo", afirma a representante da entidade.

Editoria de Arte/Folhapress

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1171628-fim-do-visto-deve-levar-mais-300-mil-brasileiros-aos-eua.shtml

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Operadoras de telefonia brasileiras estão entre as que mais faturam no mundo

 

Celular

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) divulgou nesta semana um estudo anual, chamado ‘Medindo a Sociedade da Informação’, que avalia a situação do acesso à internet e das telefonias móvel e fixa em 161 países.

O Brasil assumiu a quarta posição no ranking das operadoras de telefonia que mais faturam em todo o mundo, atrás somente dos EUA, Japão e China. São mais de 257 milhões de linhas ativadas, o que garante uma grande movimentação financeira no setor. De acordo com um relatório atual da IDC, o setor de telecomunicações movimentou, no ano passado, cerca de US$ 1,5 trilhão (R$ 3 trilhões), sendo US$ 78,5 bilhões (R$ 160 bilhões) só no Brasil. Já no quesito ‘país mais conectado’, ficamos com o 60º lugar. 

quadro

O Brasil também é um dos que mais investem nessa área atualmente, ao lado do Bahrein, Gana, Kenia, Ruanda e Arábia Saudita. De acordo com o relatório, são países menos desenvolvidos no setor que tentam diminuir o atraso digital. Aliás, a população brasileira também tem investido bastante nesse tipo de serviço. Nós costumamos comprometer cerca de 7,3% da nossa renda com gastos ligados às telecomunicações (entre ligações telefônicas e conexões à internet).

Este é um índice que mostra que o Brasil ainda deixa a desejar na relação entre as tarifas de telefonia, acesso à internet e a renda da população. Ainda estamos ocupando o 93º lugar na tabela, o que significa que esses serviços de comunicação ainda são caros para os brasileiros. Para o SindiTeleBrasil (Sindicato das Operadoras de Telefonia), o alto preço no país é resultado da alta carga tributária - 43% -, e também das taxas de interconexão (valor extra cobrado quando o cliente faz ligações de uma operadora para outra).

Mais uma vez, o estudo mostrou que dos dez países mais conectados, oito ficam na Europa, enquanto no outro extremo da tabela estão 18 países africanos. Eles apresentaram o menor índice de desenvolvimento dos serviços de telefonia e acesso à internet em 2011 – ano em que foi baseado o estudo.

Matéria completa: http://canaltech.com.br/noticia/telecom/Operadoras-de-telefonia-brasileiras-estao-entre-as-5-que-mais-faturam-no-mundo/#ixzz29fcf5rdi
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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Banco do Brasil lança linha de crédito para projetos voltados à Copa de 2014

 

Objetivo é financiar investimentos de micro e pequenas empresas do país.
Teto para empréstimos é de R$ 1,5 mi, com juros TJLP mais 4,5% ao ano.

O Banco do Brasil lançou nesta quarta-feira (17) uma linha de crédito voltada ao financiamento de micro, pequenas e médias empresas que pretendam desenvolver projetos relacionados à Copa das Confederações, que acontece em 2013, e à Copa de 2014.
O produto começa a ser oferecido aos clientes nesta quarta-feira e vai contar com taxas de juros a partir de TJLP (5,5%) mais 4,5% ao ano – o equivalente a 0,82% ao mês.
A linha de crédito contará com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e, além de financiar investimentos, vai oferecer recursos para capital de giro. O produto é voltado para empresas com faturamento bruto anual de até R$ 25 milhões.
O valor máximo dos empréstimos é de R$ 1,5 milhão para investimentos e R$ 500 mil para capital de giro. O prazo de pagamento será de 84 meses para investimentos (com 24 meses de carência) e 36 meses para capital de giro (com carência de 12 meses).
O vice-presidente de Agronegócios e Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil, Osmar Dias, disse que a linha vai disponibilizar R$ 500 milhões aos clientes - sendo R$ 400 para investimentos e os outros R$ 100 para capital de giro. Dias disse ainda que esse fundo pode ser elevado para R$ 750 milhões.

http://g1.globo.com/economia/pme/noticia/2012/10/bb-lanca-linha-de-credito-para-projetos-voltados-copa-de-2014.html

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Cuba vai acabar com autorização prévia para viagens ao exterior

 

Medida começa a vigorar em 14 de janeiro de 2013.
Cubanos só precisarão de passaporte e visto do destino, se necessário.

O governo de Cuba anunciou nesta terça-feira (16) que seus cidadãos não precisarão mais pedir permissão para fazer viagens ao exterior e que eliminará o requisito da chamada carta de convite a partir de 14 de janeiro de 2013. As medidas fazem parte de uma aguardada reforma migratória que começará a vigorar na data.

A permissão para sair da ilha é exigida desde os primeiros anos do regime de Fidel Castro. Desde a década de 1960, Cuba exige de todos os cidadãos uma permissão de saída que autoridades podem aceitar ou negar, ao custo de US$ 150, um valor alto em um país no qual o salário mensal médio equivale a US$ 20.

Também exige uma carta de convite, emitida a pedido de parentes e amigos residentes em outros países. O custo atual do texto é de quase US$ 200 na média, dependendo do país que o cubano pretende visitar. Como consequência, muitos cubanos escolhem sair do país de maneira ilegal, muitas vezes utilizando barcos clandestinos com destino à Flórida, nos Estados Unidos.

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Os site oficiais Cubadebate e do Ministério de Relações Exteriores do país, além da edição digital do diário "Granma", divulgaram a atualização da política migratória vigente para "ajustá-la às condições do presente e do previsível futuro".

"O governo cubano, no exercício de sua soberania, decidiu eliminar o procedimento de solicitação de permissão de saída para viagens ao exterior e deixar sem efeito o requisito da carta de convite", assinala a nota publicada.

Deste modo, a partir de 14 de janeiro de 2013 o governo só exigirá a apresentação do passaporte corrente atualizado e o visto do país de destino, quando necessário. "Serão credores do dito passaporte os cidadãos cubanos que cumpram os requisitos estabelecidos na Lei de Migração".

Também ficará sem efeito a necessidade de entregar a carta de convite, outro dos passos que os cubanos deviam vencer para viajar para o exterior temporariamente e voltar em segurança para a ilha.

A regra também estendeu de 11 "para 24 meses a estadia no exterior dos moradores de Cuba que viajam a negócios, contados a partir da data de saída do país". Caso o cubano exceda esse tempo ele poderá solicitar uma prorrogação.

"Quando o prazo terminar [24 meses] devem obter, com carimbo no passaporte, a constância da prorrogação do prazo correspondente, concedido por um consulado cubano", segundo o comunicado.

Os emigrados cubanos devem visitar o país com passaporte nacional expedido nos consulados cubanos, mesmo no caso de cidadania no país que residem, e devem ter ainda um visto de duração limitada a 30 dias.

A reforma migratória cubana também eleva a 24 meses o período máximo de permanência no exterior dos cubanos que viajarem por motivos particulares.

A reforma migratória foi anunciada há dois anos pelo presidente Raúl Castro, que em 2006 substituiu o irmão enfermo, Fidel, e acontece como parte das mudanças para "atualizar" o modelo cubano.

Mas, como explicou o próprio Raúl Castro em ocasiões posteriores, esta é uma questão complexa em consequência das tensões de meio século com os Estados Unidos, onde vivem 80% dos 1,5 milhão de cubanos que residem no exterior.

Limitado
No entanto, as autoridades pretendem colocar limites para alguns setores ainda não especificados. Atualmente médicos, cientistas e militares têm fortes restrições que tornam quase impossível deixar o país temporariamente a trabalho, turismo ou viagens de reencontro com a família no exterior.

O governo de Raúl Castro afirmou nesta terça que "o roubo de cérebros" praticado pelos Estados Unidos obriga Cuba a "defender-se nesta frente", o que explica os limites da abertura migratória.

"Enquanto persistirem as políticas que favorecem o 'roubo de cérebros', dirigidas a despojar-nos dos recursos humanos imprescindíveis para o desenvolvimento econômico, social e científico do país, Cuba estará obrigada a manter medidas para sua defesa neste sentido", afirma um editorial do jornal oficial Granma.

Vários decretos publicados no Diário Oficial suprimem os requisitos para as viagens a partir de 14 de janeiro. A medida teria sido solicitada por moradores, acadêmicos e artistas, como Silvio Rodríguez, pois representam um alto custo em trâmites burocráticos.

O Granma considera que "qualquer análise do problema migratório cubano passa inexoravelmente pela política de hostilidade que o governo dos Estados Unidos tem desenvolvido contra o país por mais de 50 anos".

De acordo com o jornal oficial do regime, "o caráter desumano desta política, que estimula por um lado as saídas ilegais do país e de outro obstrui a possibilidade de emigrar de maneira legal, ordenada e segura, tem a clara intenção de transformar os cubanos que desejam morar em outros países em supostos opositores políticos e em um fator de desestabilização interna".

O Granma alega que as fugas em massa de Camarioca (1965), Mariel (1980) e a crise dos balseiros (1994), durante os quais dezenas de milhares de pessoas abandonaram Cuba, são "consequência desta irracional e irresponsável política" de Washington.

As novas medidas anunciadas "são parte do processo irreversível de normalização das relações da emigração com sua pátria", conclui o editorial.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/10/cuba-facilita-realizacao-de-viagens-ao-exterior.html

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

HP, LG, TAM: saiba o que significam as siglas em nome de empresas

Muitas empresas apostam na fusão dos nomes de seus fundadores ou até mesmo na junção de siglas de companhias que se fundiram para dar origem às atuais marcas.
Desde empresas de eletrodomésticos, refeição, higiene e até companhias aéreas, confira o que significa o nome de cada uma delas.

 

 

AMD

A sigla AMD significa Advanced Micro Devices (Micro Dispositivos Avançados, na livre tradução para o português). A fabricante de chips AMD foi fundada em 1969 com um investimento de apenas US$ 100 mil e hoje é uma das maiores empresas do vale do silício, na Califórnia.

AIG

American InternationaL Group (Grupo Americano Internacional, na tradução para o português) é o significado da sigla que dá nome à empresa de seguros, uma das maiores do mundo com operações em mais de 130 países e jurisdições.


AVG

A sigla que hoje dá nome á empresa que produz uma série de produtos de segurança da informação é uma abreviação de Anti-Virus Guard (Guarda Anti-Vírus, na tradução para o português)

HP

Os colegas da Universidade de Standford Bill Hewlett e Dave Packard fundaram a HP em 1939. Das iniciais do sobrenome dos sócios surgiu o nome da empresa.


P&G

Fundada em 1837, a Procter & Gamble Company começou como uma pequena fábrica familiar de sabões em barra e de velas, em Ohio nos Estados Unidos. O nome vem da junção das iniciais dos concunhados William Procter e James Gamble, que fundaram a empresa com incentivo do sogro.


Adidas

O nome deriva de “ADI”, apelido de Adolph, e “DAS” iniciais de Dassler. Adolph Dassler foi o alemão que investiu na produção de calçados específicos para cada um dos esportes. A busca por uma imagem que chamasse a atenção, para tornar seus calçados mais reconhecidos à distância, culminou com o famoso design das três listras.

 

TAM

A Táxi Aéreo Marília surgiu em 1961, a partir da união de dez jovens pilotos de monomotores. O nome TAM surgiu como abreviação. Em 1967, o grupo é comprado pelo empresário Orlando Ometto e tem sua sede mudada para São Paulo.

3M

A empresa foi fundada em 1902 para a exploração de uma jazida mineral para extração de um abrasivo chamado Corindo. Porém, a jazida provou ser de pouco valor e a empresa Minnesota Minning and Manufacturing Company (Companhia de Mineração e Manufatura de Minnesota) direcionou seus negócios para a venda de lixas e derivados. O nome da companhia, no entanto, continuou como uma abreviação da empresa de mineração e ficou 3M.

Asics

A empresa criada no Japão em 1949 com o nome Onitsuka Co. se fundiu com a GTO e a JELENK e passou a chamar Asics Corporation. O nome Asics foi baseado no ditado em latim “Anima Sana In Corpore Sano” (Mente sã, corpo são, na tradução para o português).

Amazon

Jeff Bezos, criador do Amazon, queria um nome que começasse com a letra A para que seu site aparecesse no início das listagens de páginas disponíveis na rede. O empresário escolheu Amazon por ser o nome em inglês do Rio Amazonas, que é o maior rio do mundo.

Billabong

O nome da empresa foi inspirado na palavra aborígene Billabong que significa oásis, uma fonte de água no meio do deserto. O surfista Gordon Smith Merchant fundou, com a ajuda de sua mulher Rena, a Billabong na praia de Burleigh Heads em Queensland, localizada na costa australiana.

BMW

BMW é a abreviação de Bayerische Motoren Werke que, em português, significa Fábrica de Motores da Baviera. A empresa começou com uma origem modesta em 1916, quando foi fundada por Karl Friedrich Rapp e Gustav Otto após a fusão de dois fabricantes de motores de avião da cidade de Munique, na Alemanha. Sua história começou a mudar quando a Alemanha foi proibida de fabricar motores para aviões durante cinco anos após a 2a Guerra Mundial

 

C&A

A sigla é resultado da união das iniciais dos nomes dos fundadores da rede, os irmãos Clemens e August. A primeira loja com a marca C&A foi aberta em 1861 e foi uma das primeiras lojas no mundo a oferecer roupas prontas em diversos tamanhos aos consumidores, a um preço aceitável.

CNN

O nome é a abreviação de Cable News Network (Canal de Notícias à Cabo, na tradução para o português). O empresário Ted Turner ficou surpreso com a falta de notícias nacionais disponíveis no mercado americano e, em 1980, lançou o canal.

Esso

O nome Esso é a abreviação escrita do fonema em inglês do nome da empresa Standard Oil (S.O.). Em 1882, John D. Rockefeller fundou a Standard Oil Trust, uma empresa petrolífera, que viria a transformá-lo em um dos homens mais influentes e ricos do século passado.

BIC

Marcel Bich, criador das canetas esferográficas mais usadas no mundo suprimiu a letra H de seu sobrenome e criou a marca BIC. Ele pretendia exportar o produto para os Estados Unidos e o H ao final poderia fazer com que o nome da marca se parecesse com a palavra bitch, um palavrão em inglês.

Fiat

O nome vem de Fabbrica Italiana di Automobili-Torino (Fábrica Italiana Automóveis Turim, em português), que viria a ficar conhecida como Fiat, com a declarada pretensão de fazer concorrência à indústria automobilística francesa e desenvolver grandes inovações para carros de corrida.

HSBC

A história do banco tem suas origens em 1865 quando o escocês Thomas Sunderland, então superintendente peninsular e oriental da Companhia de Navegação a Vapor de Hong Kong, fundou o Hongkong and Shanghai Banking Corporation Limited, para financiar e servir comerciantes de chá da região. As iniciais deram nome a este que é dos maiores bancos do mundo.

 

Intel

O nome da fabricante de processadores é resultado da contração das iniciais de Integrated Electronics, escolhida depois de uma batalha jurídica com uma rede hoteleira que era detentora dos direitos de utilização.

LG

LG significa Lucky Goldstar. Antes da mudança de nome, os produtos de linha branca da marca eram vendidos sob o nome de Lucky, enquanto que produtos eletrônicos eram vendidos com o nome Goldstar.

 

Retirado d portal Terra: http://www.terra.com.br/economia/infograficos/marcas-significados/index.htm

domingo, 14 de outubro de 2012

Reciclagem de lixo eletrônico, o e-lixo, é oportunidade de mercado

 

50 milhões de toneladas de resíduos são jogadas fora ao ano no mundo.
No Brasil, empresas encontraram na reciclagem oportunidade de mercado.

 

O lixo eletrônico, também conhecido como e-lixo, é gerado pelas constantes mudanças tecnológicas dos computadores e celulares. Cerca de 50 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos são jogadas fora, todos os anos, pela população do mundo. No Brasil, algumas empresas encontraram na reciclagem de aparelhos descartados uma boa oportunidade de mercado.

Hoje existe mais de um celular por brasileiro. Toda hora surgem modelos novos, toda hora as pessoas estão trocando os aparelhos. Mas o que fazer com os velhos e ultrapassados? E não só celulares. TVs, sons, computadores que a gente não quer mais. A solução é o descarte correto e a reciclagem dos eletrônicos. Um lixo que vale dinheiro.

Computadores velhos, TVs e celulares descartados. Quando os aparelhos eletrônicos ficam obsoletos, o empresário Marcus Oliveira entra em cena, recolhe e trata o lixo eletrônico das empresas.

“Hoje, só no Brasil, a gente tem mais de um aparelho celular para cada habitante. E além dos computadores, eletrônicos, tudo isso mais, a cada dia vai sendo muito mais rápido descartado. E vai gerando um volume muito grande”, afirma o empresário.

O negócio ganhou impulso com uma lei do governo federal de 2010, que obriga as empresas a cuidar do lixo eletrônico, para não contaminar o meio ambiente. A lei estabelece que o consumidor deve devolver os produtos usados nos mesmos lugares da compra. E as lojas que comercializam os produtos são obrigadas a levá-los ao centro de triagem mais próximo.

“A lei é a Política Nacional dos Resíduos Sólidos que institui diretrizes de como se destinar corretamente todo tipo de resíduos sólidos no Brasil, entre eles, é citado na lei o resíduo eletroeletrônico. Ela traz oportunidades para o negócio porque imputa sobre fabricantes, importadores e grandes empresas, ou todo tipo de empresa, a responsabilidade de destinar corretamente os seus resíduos eletroeletrônicos”, explica Ronilson Rodrigues Freitas, da Associação Brasileira de Reciclagem.

A empresa de Oliveira cobra a partir de R$ 0,40 por quilo de material recolhido. Se for para rastrear e destruir arquivos, esse valor pode chegar a mais de R$ 2 por quilo.

Segundo o empresário, com R$ 50 mil dá para montar uma pequena empresa de recolhimento de lixo eletrônico. O valor é para a estrutura física do negócio e para obter a licença ambiental de funcionamento.

“Tem oportunidades para os novos pequenos empresários que podem investir num negócio de manufatura reversa de equipamentos eletrônicos e a gente pode inclusive, dar todo o apoio para essa empresa. De quer forma? Adquirindo deles placas eletrônicas, por exemplo, que são fonte de receita”, revela Oliveira.

Na empresa, o lixo eletrônico é desmontado a mão, peça por peça. Depois, separado por categoria. Metais, plásticos, baterias. Eles são entregues para empresas especializadas em reciclagem ou descarte.

Parte do lixo vale dinheiro. É o caso das placas eletrônicas de computadores. Elas contem 17 tipos de metais. Alguns dá para ver fácil. Tem o cobre, o alumínio, o ouro - uma camada bem fininha. Em uma caixa, por exemplo, há mais de 30 gramas de ouro.

Marcus vende as placas eletrônicas para empresas na Europa, que extraem os metais.
As carcaças plásticas dos eletrônicos são vendidas para uma empresa nacional de reciclagem, e viram mais um negócio. São 230 toneladas por mês de resíduos plásticos.

“Acredito que faça muita diferença para o meio ambiente, porque imagina só um resíduo industrial, indo para um aterro, os aterros todos superlotados, incineração também, muito difícil encontrar, custo muito caro, acredito que 230 toneladas que a empresa faça hoje têm um retorno bem significativo ao meio ambiente”, diz Eduardo Roberto Golçalves, da empresa de reciclagem.

Os clientes querem matéria-prima com qualidade de nova e preço de velha. Para isso, o essencial é não misturar plásticos variados. Entra em cena uma mão de obra diferente: um especialista em cheiros.

“Raspando, a gente sente o odor do material. Esse aqui é poliestireno. Esse é outro tipo de plástico é ABS. É usado na parte de eletrônicos”, explica Rafael Batista, classificador de plástico.
O plástico separado é moído e depois limpo de resíduos. Quanto mais puro, maior o valor. É uma caça às impurezas. Ela passa um imã pelo plástico triturado em busca aos corpos estranhos. “É muita coisa. 50 quilos por dia.”

O plástico segue para a próxima etapa, em um equipamento chamado estrusora. É conhecida como máquina de fazer macarrão. Ela é bem barulhenta. Derrete o plástico e solta em fios tipo espaguete, em temperatura de 300 graus. Depois, mergulha na água e corre por uma banheira comprida, onde o material esfria e endurece.

A secagem ocorre em vassouras improvisadas e vai para o granulador, de onde sai o macarrão, em forma de grãos. Depois é só embalar e vender. Depois do processo, o lixo de plástico vale R$ 4 o quilo e é muito disputado pelo mercado.

O granulado é vendido para outra empresa onde, finalmente, o lixo plástico volta a ser produto.

Ele é derretido e transformado em peças de comunicação visual: acabamento para banners e cabos de bandeira. Com a matéria-prima reciclada mais barata, os produtos custam até 50% menos que os feitos de material virgem.

“É para empresa que quer comprar mais barato. E beneficia nós também, os empresários, porque nós temos também um custo menor. Dá para ter uma margem sim, mas beneficia tanto um quanto o outro”, relata a empresária Vanda Guerra.

O mercado de reciclados é crescente. Por ano, o Brasil gera mais de três quilos de lixo eletrônico por habitante. Agora, a lei força a redução dessa quantidade e surgem as oportunidades de negocio.

“Nós não paramos de comprar eletroeletrônicos. Qualquer consumidor não para de comprar. Quantos mais compramos, mais esse mercado vai ter. A gente une os 2 mercados do futuro: informática e sustentabilidade, unidos num mercado só. Então esse mercado é crescente e duradouro”, diz Freitas, da associação de reciclagem.

http://g1.globo.com/economia/pme/noticia/2012/10/reciclagem-de-lixo-eletronico-o-e-lixo-e-oportunidade-de-mercado.html